Essa matéria saiu no UOL há um tempinho, mas pra quem não viu, cá está, chupinhada do nosso querido portal.
Aline
O lado hippie da Argentina
Colaboração para o UOL Viagem, de Córdoba
O rio San Marcos costuma ser o ponto de encontro de locais e visitantes nos finais de tarde, em San Marcos Sierras, Argentina
Atualmente, San Marcos tem 3.200 habitantes fixos e a maioria da população já foi ‘contaminada’ por algumas facilidades modernas. Mesmo assim, a fama continua e os novos hippies (ou hippie 2000, como também são conhecidos os jovens do século 21 que adotaram o estilo de vida alternativa de seus antepassados recentes) não param de desembarcar na Plaza del Cacique Tulián, misturando-se entre turistas argentinos e europeus que buscam sossego no Valle de Punilla, na bela região serrana de Córdoba.
Na vila, artesões fazem arte; do resto a natureza se encarrega. Declarado ‘Território Não Nuclear’ e de ‘Proteção à Natureza’, San Marcos convida o visitante para o turismo ecológico entre serras cortadas por rios e com fácil acesso por trilhas curtas.
Para se ter uma visão geral do que atraiu a geração flower Power a primeira parada deve ser o Cerro de la Cruz, um morro próximo ao povoado que conta com um mirante com vista panorâmica dos vales da região e da Quebrada do rio San Marcos. A paisagem que se vê do alto, em dias claros, compensa o esforço da subida íngreme e serve como cardápio natural para escolher as próximas atrações. E não são poucas.
Nos finais de tarde, locais e visitantes vão preenchendo as margens do rio San Marcos, formando uma espécie de praia local de água doce. Os mais preguiçosos lançam toalhas sobre a grama e esperam o espetáculo do pôr-do-sol sobre a passarela que une o centro aos bairros mais afastados. Mate quente e criollos (uma espécie de pão folhado) ajudam a passar o tempo.
Um dos espetáculos naturais mais belos do vilarejo é assistir ao pôr-do-sol sobre a passarela que une o centro de San Marcos Sierras e os bairros mais afastados
Mas a atração mais inesperada é recente, inaugurada há apenas oito anos, e fica em uma casa com teto em formato de cogumelo escondida a 1,5 km e meio do centro do povoado. Assim é o Museu do Hippie, único do gênero no mundo.
poxa me amarro em montanhas, tudo que é natureza, tenho um sonho de consumo, ter um dia uma vida alto sustentavel. Admiro pessoas que tem esse estilo de vida, porque realmente nao é facil ficar livre do mecanismo social. Quem quiser adotar essa ideia, é só mandar por e-mail nome e endereço. Faremos uma comunidade, sem depender da sociedade.
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