Psicodelia Brasileira Recomenda

Yes! Mais um ex-psicodélico, se é que podemos dizer isso, vem pra terra da garoa fazer show! E neste caso a bola da vez é Toninho Horta. Sim! O moço que participou da brilhante Som Imaginário comemora 40 anos de carreira e aproveita a data pra lançar um novo CD. Quem nunca foi ao Teatro Fecap – berço do show, deve ir! É um espaço BEM legal, pequeno, intimista…

Pra quem gosta de música boa, fica a dica! Abaixo, o release das apresentações.

Enjoy!
TONINHO HORTA & ORQUESTRA FANTASMA no TEATRO FECAP
ESPETÁCULOS INÉDITOS ENTRE 10 E 13 DE MAIO
LANÇAMENTO DO CD ‘SOLO – AO VIVO’ EM COMEMORAÇÃO AOS 40 ANOS DE CARREIRA
PREÇOS POPULARES NA QUINTA, DIA 10

Um dos instrumentistas brasileiros de maior prestígio internacional, o guitarrista, compositor e cantor Toninho Horta se apresenta no Teatro FECAP, entre 10 e 13 de maio, de quinta a domingo, com um show inédito, com músicas de sua autoria e de outros compositores. A Orquestra Fantasma que acompanha Toninho, com diversas formações, há cerca de 30 anos é formada por Rudi Berger (violino), André Dequech (teclados), Yuri Popoff (baixo) e Robertinho Silva (bateria)

O espetáculo marca o lançamento do cd duplo “Solo – Ao Vivo”, com o qual Toninho Horta faz um retrospecto de seus 40 anos de carreira.

As apresentações de Toninho Horta no Teatro FECAP serão divididas em duas partes. Inicialmente, Toninho interpreta sozinho algumas de suas primeiras composições: Minha Casa (Toninho Horta), Flor que cheira a saudade (Toninho Horta e Gilda Horta), Segue em Paz (TH e Milton Nascimento), Igreja do Pilar (TH), Diana (TH e Fernando Brant), Além das Montanhas (TH). A partir daí, ele chama a Orquestra Fantasma para interpretarem: Era só começo o nosso fim (Yuri Popoff e Murilo Antunes), Luz do Sertão (Yuri Popoff e Fernando Brant), Paris (André Dequech), Quadros Modernos (Toninho Horta, Murilo Antunes e Flávio Henrique), Valsa Alegre (TH), Cancã da Juventude (TH), Baião Blues Baiano (Yuri Popoff), Viver de Amor (TH), Aquelas Coisas Todas (TH), Beijo Partido (Th), Manoel, o Audaz e Aqui, Ó! (ambas de Toninho Horta e Fernando Brant).

Toninho Horta cresceu em uma família de verve musical e teve em sua formação autodidata forte influência da mãe e de seu irmão mais velho, o baixista de jazz Paulo Horta. Músico profissional já aos dezesseis anos, Toninho há muito tempo é parceiro de Milton Nascimento, Beto Guedes e Lô Borges, nomes que marcaram os anos 70 ao criarem o Clube da Esquina. Com a carreira consolidada nacional e internacionalmente, Toninho Horta lançou até hoje 23 CDs e vem viajando ininterruptamente para o Japão, Coréia e vários países na Europa, onde tem tocado com grandes nomes da música internacional.

O Teatro FECAP (Av. Liberdade, 532, tel.: 0800-551902 e tel. 3272-2277 – www.fecap.br) é o espaço da música brasileira em São Paulo. Desde a sua inauguração em setembro de 2006, com quatro semanas de shows de Paulinho da Viola, o Teatro FECAP vem apresentando o melhor da música brasileira em seus diversos gêneros, quase sempre com espetáculos especialmente concebidos. Entre os artistas que passaram por lá estão: Rosa Passos, Arnaldo Antunes, Tânia Maria, Eduardo Gudin & Leila Pinheiro, Raul de Souza, Roberto Menescal & Andy Summers, Mônica Salmaso & Toninho Ferragutti, Quarteto Maogani & Proveta, Cristina Buarque & Terreiro Grande, Teresa Cristina, Renato Braz e Leny Andrade.

TONINHO HORTA

Toninho Horta – compositor, cantor e instrumentista – nasceu em berço musical. Seu avô materno, João Horta, era maestro e deixou sua marca como compositor de música sacra e popular em algumas cidades mineiras. Além disso, Toninho teve em sua formação autodidata forte influência da mãe e de seu irmão mais velho, o baixista Paulo Horta. Este liderou, nos anos 50, o Jazz Fã Clube – grupo de seletos músicos mineiros que difundiam o melhor do jazz em Belo Horizonte. Assim, Toninho sugava tudo o que podia para o seu conhecimento musical, iniciado precocemente aos dez anos.

Músico profissional já aos dezesseis, incentivado pelo irmão, Toninho começou a tocar na noite belo-horizontina. Nessa mesma época conheceu Milton Nascimento, Beto Guedes e Lô Borges, que mais tarde iniciaram parcerias musicais, culminando no movimento que marcou a história da MPB nos anos 70 – o Clube da Esquina.

Após sua transferência para o Rio de Janeiro, no final dos anos 60, Toninho projetou-se para o mercado nacional. Nos anos seguintes, entre Minas Gerais e o Rio, trabalhou em centenas de gravações, ao lado de muitos artistas consagrados. Dentre tantos, Gal Costa, Nana Caymmi e Elis Regina.

Já nos anos 90, radicado em Nova Iorque, o músico consolidou sua arte no exterior. A partir daí, seguiu viajando ininterruptamente para o Japão, Coréia e vários países na Europa, onde tocou com grandes nomes internacionais. O virtuosismo de sua guitarra deu-lhe o prêmio de 5º melhor guitarrista do mundo pela revista londrina Melody Maker, em 1977, e o 7º melhor, em 1988, consagrando-o como um dos mais admirados músicos dos últimos tempos.

A versatilidade com o violão e a guitarra, o vocal e os arranjos originais fazem deste músico um mestre do bom gosto. Com uma concepção sofisticada, “ele é um dos músicos mais inspirados do mundo no que diz respeito à melodia e harmonia”, como sublinha o guitarrista americano Pat Metheny. Além de tal reconhecimento pela crítica mundial e por músicos de toda parte do planeta, Toninho leva na bagagem 23 cds lançados de sua autoria, contando alguns com relançamentos.

Paralelamente à sua carreira artístico-musical, Toninho empreendeu, em 2000, seu próprio selo – Minas Records. Neste já figuram em catálogo seis de seus cds, os quais anteriormente só haviam sido lançado no exterior. Segue, neste projeto, a edição brasileira do restante de sua obra musical.

Um inusitado encontro com George Benson, em 2005, rendeu a Toninho Horta a direção musical de um cd com o instrumentista norte-americano, no Brasil. O músico mineiro, além da responsabilidade da direção, produção e arranjos musicais, também participa ao violão. Ainda em 2005, teve seu nome incluído numa compilação da Sony/BMG americana dos 74 guitarristas mais importantes dos últimos 100 anos do Blues ao Jazz no mundo.

Neste mesmo ano, Toninho Horta recebeu mais um reconhecimento em sua brilhante carreira, com a indicação à 6ª edição do prêmio Grammy Latino. Com o álbum Toninho Horta com o Pé no Forró, o músico mineiro concorreu na categoria melhor álbum de música popular brasileira ao lado de outros grandes artistas da nossa música.

Afora tantos projetos, Toninho prepara o Livrão da Música Brasileira, que será um marco histórico para os apreciadores, pesquisadores e profissionais de música. Trata-se de uma compilação cronológica de 700 partituras, cifras, letras, além de informações sobre as principais composições que marcaram a história da música nacional nos últimos 100 anos.

Além disso, Toninho Horta se empenha na realização do II Seminário da Música Instrumental em 2007, desta vez abrangendo outras cidades e trazendo professores e músicos internacionais de países como Uruguai, Cuba, França, Itália e Estados Unidos.

A ORQUESTRA FANTASMA, por TONINHO HORTA

O nome ORQUESTRA FANTASMA, que intitulou minha banda já com 30 anos de existência, nasceu em Los Angeles, EUA. Quando estava gravando o meu primeiro disco Terra dos Pássaros, em Malibu – Califórnia, no ano de 1976, era um sonho meu colocar uma orquestra de verdade com cordas, madeiras, metais, etc. Porém, naquele disco que foi um dos primeiros álbuns independentes do Brasil, lançado em março de 1980, a realidade me impunha uma “orquestra fantasma”, devido à falta de recursos para a produção nesta época. Desta forma, o tecladista Hugo Fattoruso e eu começamos a imitar trompas, violinos e cellos, com o teclado mini-moog e a minha guitarra com pedal de wa.

Em 1981, após 2 discos lançados pela EMI (antiga Odeon), reuni os melhores músicos da minha geração em Belo Horizonte e formei a fiel banda que me acompanha há 25 anos – bodas de prata. A música que vem pra mim de Rudi Berger (violino), André Dequech (teclados), Yuri Popoff (baixo) e Esdra “Neném” Ferreira (bateria) é puro ouro. A riqueza de seus fraseados, suas melodias e harmonias, seu ritmo e “levada” únicos, criaram o meu som e tornaram o meu trabalho reconhecido em todo o mundo.

A nossa estréia foi na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, para mais de 600 estudantes. Logo depois tocamos no Planetário da Gávea (Rio) em noite de lua cheia, num show inesquecível. No terceiro show, abrimos a temporada popular no Teatro Nacional de Brasília, espaço até então reservado para eventos clássicos.

Depois excursionamos por todo o Brasil e terminamos a temporada do ano em nossa casa, no Teatro da Imprensa Oficial, em Belo Horizonte, num grandioso fim de semana musical. Os sons da Orquestra Fantasma também ecoaram pelo exterior nos anos 1990, com o Festival de Jazz de Moscou, shows em Nova York e no Japão.

Desde o ano passado, junto com os planos de um CD de músicas inéditas e com a mesma sintonia do primeiro disco Terra dos Pássaros, a chama se reacendeu; sonho em voltar a sobrevoar o mundo com nossa música misteriosa, rica, mineira e altamente criativa – uma escola para músicos de qualquer parte do planeta.

Minha liderança sobre a Orquestra Fantasma é apenas figurativa, pois os outros maestros da banda tocam seus instrumentos de forma inusitada, pessoal, divina e etérea.

Toninho Horta & Banda Fantasma no Teatro FECAP – Serviço

Local: Teatro Fecap (Av. Liberdade, 532, tel.: 0800-551902 e tel. 3272-2277 – www.fecap.br)
Data: 10 a 13 de maio, quinta a domingo
Horários: quinta a sábado, 21h – domingo, 19h
Lotação: 400 lugares
Duração: 90 minutos
Preço popular na quinta-feira: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia)
Preço: Sexta, sábado e domingo: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia).
Bilheteria: de terça a sábado, das 14h às 21h; domingo, das 14h às 19h, no próprio teatro.
Internet: basta acessar o portal da FECAP (www.fecap.br) e acessar a página do Teatro.
Central de Ingressos: através do telefone (11) 3089.6999 – De segunda a sexta das 8h às 20h, sábado das 9h às 19h e domingo das 9h às 18h. (Cartão de Crédito: Master, Visa e Dinners e cheques).
Pontos de Venda: Sampa Café (Rua Vieira de Morais, 851 – Campo Belo), Showtickets (Shopping Iguatemi – piso serviços) e Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900).
Estacionamento c/ manobrista: R$ 12,00
Acesso para deficientes físicos
Teatro: Ar condicionado e wine bar



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