Zé Rodrix e Tavito: por dentro do Som Imaginário

Na última segunda, eu e Aline fomos ao Clube Caiubi entrevistar nada menos do que Zé Rodrix e Tavito, personagens fundamentais na construção do Som Imaginário. Foi incrível! Os dois, muito simpáticos e solícitos, contaram histórias hilárias daquela época que definem como “a melhor de suas vidas”. Amigos de décadas, tinha horas em que eles esqueciam da entrevista e lembravam das histórias que passaram juntos. E Zé Rodrix dizia: “lembra, Tavitinho?”.

Já falamos um pouco da banda por aqui: era um caldeirão sonoro formado por Wagner Tiso (teclados), Luís Alves (contrabaixo), Robertinho Silva (bateria), Tavito (violão), Fredera (guitarra), Zé Rodrix (teclados, voz e flauta), Laudir de Oliveira (percussão) e Naná Vasconcelos (percussão). O dream team da mpb formou-se em 1969, no Rio (não em Minas, ao contrário do que muitos pensam) para acompanhar um estreante mineiro no Teatro Opinião. O show “Milton Nascimento, ah, e o Som Imaginário” foi um tremendo sucesso e rendeu ao grupo seis meses de temporada, fama e um contrato com a Odeon para gravar um disco.

Robertinho Silva, Naná Vasconcelos e Milton Nascimento

“Som Imaginário” saiu em 1970 e colocou o grupo no topo do desbunde. Zé Rodrix e Tavito confirmam as lendas que se formam ao redor da banda: não, não ensaiavam, tocavam de improviso e eram todos muito, muito doidões. A Odeon deu toda a liberdade criativa – e seria um prejuízo se não fizesse isso. Cada instrumento vai para um lado, mostrando as habilidades de cada um dos músicos, num resultado harmônico totalmente vanguardista. E os integrantes… eram daquele jeito: cabeludos, doidões, hippies, maconheiros, magricelas, viviam pelados,pregavam a paz e o amor livre, acreditavam em um mundo melhor. Eles chegaram a tocar na Globo, no programa Som Livre Exportação e acompanharam Gal Costa, que já era diva. E, no underground, viveram o desbunde carioca em sua melhor forma – conviveram com outras bandas vanguardistas da época, como o Módulo 1000, e tocaram no Festival de Guarapari, o famigerado Woodstock brasileiro.

Quase quarenta anos depois, Zé Rodrix e Tavito lembram as boas e as más épocas da banda. Os dois saíram do Som Imaginário por problemas e divergências internas, e caíram no sucesso: Elis Regina gravaria no mesmo ano “Casa no campo” imortal composição dos dois.

Se você for de São Paulo e quiser conhecer Zé Rodrix e Tavito, eles vão direto no Caiubi. Se não, assista a alguns trechinhos do papo:


5 Comentários on “Zé Rodrix e Tavito: por dentro do Som Imaginário”

  1. Aline Ridolfi disse:

    Assista? Tá mais pra ouça, né! hahahahahhahah ainda bem que desistimos de fazer um documentário…

  2. Editora Multipla disse:

    Prezados.
    Boa tarde!!!!

    Nossa empresa atua junto às Secretarias Municipais da Educação onde desenvolvemos o Projeto Educacional, denominado CEAC – Caderno de Ensino e Aprendizagem Compartilhada – o qual prioriza a construção de todo o conteúdo das disciplinas que são trabalhadas no cotidiano dos alunos junto com os Professores Locais. Dessa forma, acreditando que dando ênfase às questões locais, que estão mais próximas do aluno o aprendizado é mais espontâneo e mais rapidamente assimilado. E comprovadamente têm dado certo.

    Em nosso material didático utilizamos muitas imagens de obras de arte, fotografias, letras de músicas, e textos diversos que mostram a cultura, costumes, folclore local. Temos dado preferência à artistas nacionais, os quais, por serem muito pouco divulgados, invariavelmente, não tem suas obras conhecidas/reconhecidas pela população. Esse círculo vicioso, pelo nosso Projeto Educacional, vêm sendo quebrado.

    Por estarmos presentes em Itú – SP temos trabalhado muito com as obras de arte de Almeida Junior, e em Valinhos – SP com as de Flávio de Carvalho, artistas que são consagrados no meio das artes, porém sequer são conhecidos pela grande maioria dos brasileiros, cujas autorizações para utilização dos direitos autorais nos têm sido cedido gratuitamente.

    Acreditamos que é durante esse período educacional que podemos sensibilizar as crianças a se interessarem por cultura e passarem a conhecer os grandes artistas nacionais, retribuindo-lhes assim o reconhecimento merecido.

    Assim, objetivando dar maior segurança e rapidez nas rotinas que envolvam autorizações, para reprodução de material de propriedade intelectual à terceiros, solicitamos a prévia autorização para reprodução gráfica da música:

    “CASA NO CAMPO”, DE ZÉ RODRIX E TAVITO, DO CD FASCINAÇÃO- ELIS REGINA, para fins didáticos em material pedagógico elaborado para o Município de Valinhos- SP.

    Dados do Caderno
    Nome: caderno de Ensino e Aprendizagem Compartilhada
    Autor: Múltipla Editora
    Ensino Fundamental I
    Tiragem: 2.500 exemplares

    Dados da Empresa
    Razão social: Múltipla Editora e Tecnologia Educacional Ltda
    CNPJ: 74.509.993/0001-68
    Endereço: Av. Senador Casemiro da Rocha nº 609, cjto 123, Mirandópolis, CEP 04047-001, São Paulo – SP.

    Ficaremos honrados e agradecidos em poder divulgar um trabalho de qualidade em nosso Projeto Educacional, o qual é voltado, exclusivamente, às crianças da Escola Pública, motivo pelo qual pedimos que sua permissão nos seja dada a título gratuito, afim de não onerarmos a Prefeitura local, o que certamente nos permitirá a continuidade de nosso Projeto.

    Na certeza de vosso pronto atendimento, ficamos no aguardo de breve resposta.

    Cordialmente.
    TELMA FERRARI
    jurídico
    11 5599 4494
    Av. Senador Casemiro da Rocha nº 609 cj 123 São Paulo tel/fax 5599-4494

  3. […] direto da boca de Zé Rodrix e Tavito, que moraram naquela pensão nos loucos e longíquos 70´s. Na entrevista que eu e a Aline fizemos com eles para o TCC, em 2007, os dois e contaram para a gente histórias absurdas da turma de desbundados que vivia […]

  4. […] direto da boca de Zé Rodrix e Tavito, que moraram naquela pensão nos loucos e longíquos 70´s. Na entrevista que eu e a Aline fizemos com eles para o TCC, em 2007, os dois contaram para a gente histórias absurdas da turma de desbundados que vivia ali. […]

  5. […] cara gente boa, que dá vontade de sentar e conversar, que dá vontade de ser amigo. Foi em 2007. Eu e Aline o entrevistamos, junto com o parceiro de longa data Tavito, para nosso TCC. Zé contou histórias cabeludas, fez piada, e demonstrou o tempo todo o carinho imenso que tinha […]


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