Aldous Huxley e as portas da percepção

Mais um post da série: isto não é apologia…

Aldous Huxley merece este destaque! No niosso caso, por ter escrito o livro “As portas da percepção”, obra que inspirou ninguém menos que os Doors e nomeou a banda. Este livro é muito citado em nossas entrevistas então, abaixo segue uma biografia a la Wikipédia; mais abaixo segue um link onde é possível fazer o download do livro.

Citado por músicos que vão de Raul Seixas a Pitty, senhoras e senhores, com vocês, Aldous Huxley!

Enjoy, meus caros!

Aldous Leonard Huxley (Godalming, Surrey, 26 de Julho de 1894Los Angeles, 22 de Novembro de 1963) foi um escritor inglês e um dos mais proeminentes membros da família Huxley.

Biografia

Sua família incluía os mais distintos membros da classe dominante inglesa; uma vasta elite intelectual. Seu avô era Thomas Henry Huxley, um grande biólogo defensor da teoria evolucionista de Charles Darwin, tendo desenvolvido o conceito agnóstico. Sua mãe era irmã da romancista Humphrey Ward; a sobrinha de Matthew Arnold, o poeta; e a neta de Thomas Arnold, um famoso educador e diretor da Rugby School que acabou se tornando um personagem no romance “Tom Brown’s Schooldays”.
Estudou na aristocrática escola de Eton, que foi obrigado a abandonar aos dezesseis anos, devido a uma doença nos olhos que quase o cegou impedindo-o de cursar medicina. Mais tarde, ele recuperou visão suficiente para se formar com honra pela Universidade de Oxford, mas não suficiente para servir o exército britânico durante a Primeira Guerra Mundial. Em Oxford, engajou-se com a literatura pela primeira vez, conhecendo Lytton Strachey e Bertrand Russell, também se tornou um amigo íntimo de D. H. Lawrence.
Em 1921, lançou “Crome Yellow”, o primeiro de uma série de romances e novelas que combinam diálogos emocionantes, e um aparente ceticismo, com profundas considerações morais.
Viveu a maior parte dos anos 20 na Itália fascista de Mussolini que inspirou parte dos sistemas autoritários retratados em suas obras.
A obra-prima de Huxley, “Brave New World” (Admirável Mundo Novo), foi escrita durante quatro meses no ano de 1931. Os temas nela abordados remontam grande parte de suas preocupações ideológicas como a liberdade individual em detrimento ao autoritarismo do Estado.
No ano de 1937 Aldous Huxley mudou-se para Los Angeles, e em 1938, no auge da sua carreira, chegou a Hollywood, como um de seus mais bem remunerados roteiristas. Nessa fase, escreveu romances como “Também o cisne morre” (1939), “O Tempo pode parar” (1944), “O macaco e a essência” (1948).
O cinema para Huxley foi uma aventura tão fascinante quanto suas descobertas e experiências com a mescalina, narradas em “As portas da percepção” (The Doors of Perception), de 1954, livro que influenciou em muito a cultura hippie que florescia, dando nome por exemplo a banda The Doors, pois tais relatos com a droga indigena se assemelham em muito com o LSD que estava em ascensão. Dois anos depois, viúvo, casou-se novamente e publicou “Entre o céu e o inferno”.
Huxley viajou ainda pela América Central e em 1958 visitou o Brasil, tendo conhecido os índios do Xingu e as favelas do Rio de Janeiro.
Em 1959, foi agraciado pela Academia Americana de Artes e Letras com um prêmio por seus romances. Tal premiação era concedida a cada cinco anos e havia sido entregue anteriormente a Ernest Hemingway, Thomas Mann e Theodore Dreiser.
Huxley permaneceu quase cego por toda a sua vida. Sua esposa, Maria Huxley, faleceu em 1955. Um ano mais tarde, Huxley casou-se com Laura Archera. Ele morreu em 22 de Novembro de 1963 na sua pequena casa de Los Angeles.
Huxley produziu um total de 47 livros ao longo de sua vida. O crítico britânico Anthony Burgess uma vez afirmou que Huxley fora o pioneiro do “romance cerebral”. No entanto, outras correntes de críticos classificaram Huxley como um ensaísta, ao invés de romancista, pois suas obras eram conduzidas mais apoiadas sobre suas idéias do que o desenrolar de personagens ou contextos de histórias.

As portas da percepção (Aldous Huxley)

The Doors of Perception (As portas da percepção, em português) é um livro de 1954, escrito por Aldous Huxley, onde o autor pormenoriza as suas experiências alucinatórias quando tomou mescalina. O título provém de uma citação de William Blake:”If the doors of perception were cleansed everything would appear to man as it is, infinite.” “Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito.” Baseado nesta citação, Huxley assume que o cérebro humano filtra a realidade de modo a não permitir a passagem de todas as impressões e imagens que existem efectivamente. Se isso acontecesse, o processamento de tal quantidade de informação seria simplesmente insuportável. De acordo com esta visão das coisas, as drogas poderiam reduzir esse processo de filtragem, ou “abrir as portas da percepção”, como é dito metaforicamente. Com o intuito de verificar esta teoria, Huxley começou a tomar mescalina e a descrever os seus pensamentos e sentimentos sob o efeito da droga. A sua principal impressão será a de que os objectos do nosso quotidiano perdem a sua funcionalidade, passando a existir “por si mesmos”. O espaço e as dimensões tornam-se irrelevantes, parecendo que a percepção se alarga de uma forma espantosa e mesmo humilhante já que o ser humano se apercebe da sua incapacidade para fazer face a tantas impressões. k Além de drogas como a mescalina, o LSD, a psilocibina, etc, outras formas citadas para se abrir as portas da percepção seriam:-Períodos prolongados de silêncio e isolamento. -Jejuns prolongados. -Auto-flagelação. Huxley explica que uma das razões porque as portas da percepção normalmente ficam semi-cerradas seria para a própria proteção do indivíduo, que de outra forma se distrairia com a enxurrada de estímulos desnecessários para a sobrevivência.Esse livro foi a fonte de inspiração para o nome da banda The Doors, que por sinal apresenta uma obra com características semelhantes ao do livro, quebra de paradigmas, oposição a normas e costumes vigentes e uso de drogas. (Texto retirado do Blog do Ziggy)

Download
Ah… tem alguns vídeos de uma entrevista feita com ele… não consigo postar, mas quem quiser ver é só clicar aqui e aqui !

4 Comentários on “Aldous Huxley e as portas da percepção”

  1. quasi disse:

    na verdade, há os que digam que o nome do the doors vem direto do poema do blake…but, who fucking cares, right?

  2. Tatiana disse:

    mas huxley é a referência…

  3. Lucas disse:

    Não existem “portas da percepção”. Somos essencialmente perceptores e não vemos que a tal porta é a socialização que aderimos desde que nascemos, porém podemos sim, sem dúvida chegar a percepção total.

  4. Diones L. Santos disse:

    Ótimo livro, eu o lí há vários anos numa biblioteca.
    É engraçado como certos “grandes pesquisadores e estudiosos” da -Consciência-, nem sequer mencionam obras como esta, de verdadeiros desbravadores da última fronteira do conhecimento humano, como Aldous Huxley, Carlos Castaneda, entre outros.
    Estes ‘doutos’ senhores, na realidade não passam de grandes histriões boçais (pra não dizer algo pior), que pensam ser possível extrair consciência do cérebro com uma pinça…
    Parabéns por mais esta ótima escolha.


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