Discos e internet

A seguinte reportagem, publicada no Link desta segunda, foi feita com uma mãozinha nossa. Peuqena homenagem a todos que disponibilizam as bolachas na internet e disseminam conhecimento.

Velhos, LPs convivem bem com a era do MP3

ERNESTO RODRIGUES/AE
RARIDADE DIGITAL – Fábio Peraçoli, do blog ‘Brazilian Nuggets’, procura bandas brasileiras raras dos anos 60 e 70 e coloca para download

Nas mãos de fãs e blogueiros, bandas antigas são redescobertas

Se nos anos 90 as gravadoras decidiram trocar o vinil pelo CD de vez, agora na era do formato digital, o MP3 tem ajudado a trazer de volta bandas esquecidas em bolachões na casa dos 30, 40 anos.

Ao se juntarem em comunidades (online ou não), fãs de artistas do passado já subvertem a idéia de que a música teve uma evolução lógica: passou pela fase do vinil, do CD e, agora, do formato digital. Para os fãs, os formatos convivem sem substituir o outro.

Um exemplo é Fábio Peraçoli, de 34 anos. Fã de vinil,ele tem um blog onde coloca para download as músicas de artistas brasileiros das décadas de 60 e 70. “O mais legal da web é poder conhecer bandas de outras épocas. Não precisa ficar limitado. Do ponto de vista de quem ouve, o MP3 coexiste bem com o vinil”, diz.

O que levou Fábio a criar o blog (http://brnuggets.blogspot.com) foi sua curiosidade pelas bandas brasileiras antigas de rock psicodélico que não foram relançadas em CD. “Já gostava de música estrangeira dessa época, mas percebi que não existia informação sobre as bandas daqui”, afirma.

Fábio não tem medo de problemas com direitos autorais. “Não coloco bandas que estão em catálogo em CD. Só discos sem qualquer perspectiva comercial”, diz.

Outro blogueiro (http://loronix.blogspot.com) que faz um trabalho parecido é ‘Zeca Louro’, que preferiu não ter seu nome divulgado. “Bandas como o ‘Dionísio e seu Quinteto’ nunca seriam conhecidas se não estivessem na web. O MP3 criou uma demanda nova pelo vinil. Dá um ar de novidade ao movimento musical do passado”, afirma. ‘Zeca’ acredita ainda que o MP3 provocou uma redescoberta da música brasileira também em outros países.

Um pouco mais realista quanto ao impacto do MP3 na indústria fonográfica, o DJ Anderson Noise vê mais dificuldades mercadológicas.

“Às vezes acho que os discos vão acabar mesmo. A moçada nova não vê prazer em ter o objeto. Mas eu, além de comprar, não vou deixar de lançar discos com meu selo em vinil”, afirma ele, que, pela facilidade de transporte, tem discotecado mais com MP3 ligado a um simulador de vinil.

Também pela praticidade, Amarilis Gibeli, colecionadora de vinis e DJ, passa seus discos para MP3. Mas o caso é diferente. Amarilis, que também é dona da loja virtual http://nearmint.gemm.com, teve um problema de visão. “Fica difícil ver a capa do vinil e colocar a agulha no lugar quando estou sozinha. O computador foi a saída para continuar meu trabalho”, afirma.

Leia na íntegra.



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