Tropicalismo Gaúcho

Estamos em meio a milhares de coisas… reta final do livro. Buscando diagramadores, revisores, fotos, arquivos, escrevendo muito, escrevendo demais, escrevendo exaustivamente…

Mas, eis que chega um texto do nosso gaúcho preferido, Rogério Ratner – que nos ajudou muito com o Liverpool. Ele está fazendo um livro sobre o rock dos pampas, de 60 e 70, e aqui está um pouquinho do que ele se propôs a fazer.

O Tropicalismo na música gaúcha

Por Rogério Ratner

O Tropicalismo foi um movimento musical importantíssimo ocorrido no final dos anos 60, que concentrou músicos de diversos locais do Brasil, mas muito especialmente baianos e paulistas, e revolucionou a Música Popular Brasileira. Os gaúchos também tiveram a sua cena tropicalista, com algumas características próprias, como veremos a seguir. O trabalho destes músicos (compositores, cantores e instrumentistas) gaúchos sempre teve, desde os anos 60 – e mantém até hoje – uma importante influência na música  feita no Rio Grande do Sul a partir de então, embora esta influência algumas vezes não seja  percebida imediata e  explicitamente, mesmo em face da “normalização” operada em relação a alguns elementos estéticos então invocados, tornando-os ínsitos ao próprio idioma procedimental da moderna música urbana gaúcha e do rock feito aqui. 

Falando-se mais especificamente acerca do Tropicalismo feito no Rio Grande do Sul, cumpre destacar que alguns dos artistas que foram identificados com o movimento, não raro, mantiveram ou mantêm uma postura de um certo distanciamento ou  ambigüidade quanto à assunção de tal identidade. O fato é que, até onde temos conhecimento, não houve uma declaração expressa do “lançamento do movimento Tropicalista no RS”, ou a divulgação de um manifesto, e muito menos a gravação de um Disco-manifesto tal como fizeram baianos, paulistas e a carioca Nara Leão, o LP Tropicália, sendo que esta última circunstância merece ser lastimada pesarosamente, pois realmente há  um certo vácuo na memória da música popular gaúcha em relação a tão rico período, em face da falta de registro sonoro de muitas das canções relacionadas a tal estética. Portanto, bem diferentemente do que ocorreu no centro do país, não houve aqui uma articulação teórica que estabelecesse uma linha de atuação acabada e conjunta dos músicos, de forma a serem  reconhecidos enquanto um movimento articulado, em sua relação com a imprensa, com os músicos de outras tendências e com o público, o que, sem embargo, e curiosamente, como veremos, absolutamente não impediu que a cena local fosse extremamente rica, fértil, criativa, pujante e destemida, e em intensidade, e guardadas as proporções, consonante com o “barulho” feito no eixo Rio-SP.  (…)

 Pra ler na íntegra, é só clicar aqui!

                                      


2 Comentários on “Tropicalismo Gaúcho”

  1. Tatiana disse:

    Haja fôlego! Vou ler com calma depois

  2. quasi disse:

    achei que já estava na íntegra! hehehe


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