Cobertura da banca

Na Cásper, sempre há um aluno de primeiro ou segundo ano cobrindo as bancas. Na nossa, não foi diferente. Demorou, mas finalmente saiu:

Ouvido aberto para psicodelia
Por Ana Paula de Deus, editora do site

54 entrevistados e um livro-reportagem de 228 páginas, acompanhado de um cd com formato de vinil, materializam a apuração do trabalho Psicodelia Brasileira: um mergulho na geração bendita, produzido pelas alunas Aline Ridolfi, Ana Paula Canestrelli e Tatiana K. de Mello Dias, e orientado pelo professor Welington Andrade.Aline, Ana Paula e Tatiana queriam fazer um trabalho relacionado à música, focado na produção brasileira durante a ditadura militar. Perceberem que muito já havia sido dito sobre o assunto, porém faltava material sobre as bandas que surgiram nesse período e enveredaram para cena underground, permanecendo quase que desconhecidas até hoje. O trio decidiu, então, resgatar a psicodelia brasileira, saber se havia sido de fato um movimento, como havia acontecido e que caminhos tomara. Para registrar todo o processo, montaram o blog Psicodelia Brasileira.“Durante a apuração, muitas histórias não batiam, ainda mais quando havia conflitos entre os integrantes das bandas”, disse Ana Paula, no dia da defesa do trabalho. Um exemplo disso são as divergências em algumas histórias contadas pelo cantor e apresentador Ronnie Von e Zé Guilherme, guitarrista da banda que acompanhava o primeiro. “Privilegiamos as histórias mais verossímeis”, completou Tatiana.

As alunas sabiam que a apuração teria que ser muito boa porque não havia material disponível sobre o tema com o qual estavam trabalhando. “O Google não ajudaria”, brincou Tatiana. Fazer o livro foi uma tarefa difícil porque tiveram que escrever sobre uma época que não viveram. “Ganhamos paciência, perseverança e cara de pau”, disse.

Okky de Souza, editor de Veja, só teve elogios ao trabalho: parabenizou a escolha do tema que trata de artistas “cujas histórias nunca foram contadas, como por exemplo, Vimána e Serguei”. Observou que há detalhes que só uma apuração muito bem feita poderia ter rendido. Okky disse que o texto não é de amador e elogiou “o sentido preciso de saber usar o humor”. O editor se surpreendeu pela qualidade do livro e por estar quase pronto para ir para as lojas. “É uma contribuição à música brasileira”, finalizou.

Editor da revista Rolling Stone, Pablo Miyazawa, gostou da maneira como o texto foi conduzido e ficou também surpreendido por “passar de um capítulo ao outro sem notar discrepância no estilo do texto, afinal foram seis mãos escrevendo”. Elogiou a mistura de gêneros do livro: há momentos em que predominam as características da crônica, da reportagem, “além dos rebusques de biografia”. Observou que, como leitor, esperava uma contextualização do que foi a psicodelia brasileira. “É um livro que falta no mercado, um produto que eu acredito”, disse.

O professor da Cásper Libero Luis Mauro de Sá Martino foi o último avaliador da banca a falar. Disse que uma das qualidades do livro é “entrar direto na psicodelia”, sem muitos rodeios. Parabenizou a diagramação do livro e o desenho de vinil do cd com as músicas psicodélicas. Disse que a escolha das bandas foi inteligente, deixando de fora os grupos maiores, como Os Mutantes e Secos e Molhados. O professor observou a falta de legenda e crédito em algumas imagens e sugeriu que algumas informações estivessem em boxes para evitar o excesso de dados no texto corrido.

Depois de tantos elogios e poucas ressalvas, a nota da banca para o livro-reportagem Psicodelia Brasileira: um mergulho na geração bendita foi dez.

Fonte: http://www.facasper.com.br/jo/notas.php?id_nota=583


One Comment on “Cobertura da banca”

  1. Zefu disse:

    Muito bom meninas, belo tema , vocês não me conhecem, muito menos eu conhecia vocês; mas bendito dia que encontrei esse endereço vagando pela internet. Sou músico (adoro musica) e gostaria de parabenizá-las pela riqueza que vocês resgataram e quero que saibam que quando o livro chegar nas prateleiras eu vou me orgulhar de saber que ja era frequentador do blog e ja conhecia “pitadas” da obra antes de ser publicada!

    Sucesso!


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