Agora sim: Detalhes, trechos, entrevistas e + sobre o livro de Arnaldo Baptista

 Capa/Divulgação

 

Hey! Agora sim! A quem interessar possa, detalhes sobre o recém-lançado livro de Arnaldo Baptista, um de nossos Mutantes preferidos! Para ler entrevista (sobre o romance) de César Guerra Chevrand, clica aqui.

REBELDE ENTRE OS REBELDES

Arnaldo Baptista

Ícone do rock and roll nacional, reverenciado por platéias de todo o mundo, Arnaldo Dias Baptista revela agora mais uma de suas facetas. Depois da música e do trabalho com artes plásticas, em quadros, desenhos e camisetas, o eterno líder dos Mutantes convida seus leitores para uma viagem espacial em seu livro de estréia.

A aventura interplanetária de Rebelde entre os Rebeldes tem início com a descoberta de um segredo guardado nos subterrâneos de uma antiga casa na Califórnia, Estados Unidos. Especialista em engenharia nuclear, Maggie descobre acidentalmente em seu banheiro uma passagem para os laboratórios do Dr. James Harness, um genial cientista, morto há mais de cem anos. Decidida a investigar o misterioso esconderijo deste pesquisador solitário, ela tem uma grande surpresa ao encontrar em seus aposentos uma nave espacial, construída com base em conceitos revolucionários… continua

***

Para os curiosos, um trechinho:

MAURO
A transmissão continuou por toda a duração da “Sonata ao Luar”. Quando a música acabou, os habitantes da Fobos assistiram com uma certa nostalgia à lenta desaparição das naves, uma para cada lado, como se seus tripulantes estivessem tristes por não mais ouvir àquela música, mas aliviados e renovados pela experiência pela qual haviam acabado de passar.

Quando todos achavam que a página já estava virada e se preparavam para dormir novamente, o alerta no painel de controle disparou mais uma vez. Mauro olhou para Horácio em busca de uma explicação para mais aquela preocupação:

– Há o que se chama de um torvelinho temporal na direção da nave alienígena – esclareceu o computador.

– E o que vem a ser isso, Horácio? – Maggie indagou.

– Me parece que, se continuarmos a nossa rota pré-estabelecida, haverá um encontro temporal entre a nossa nave e a dos alienígenas. Há uma grande agitação de poeira cósmica no rastro da nave deles, indicando que estão em um tempo ainda por vir para nós. E a grande coincidência é que o tempo futuro no qual estão vivendo e a localização espacial de sua nave são exatamente os mesmos que alcançaremos ao seguirmos os cursos planejados de nossa viagem.

– Minha nossa, Horácio! Isso quer dizer que nós somos os alienígenas num tempo remoto!

– Puxa vida! – disse Mauro – Como pôde ter acontecido isso? Por que lutamos contra os terrestres?

– Meus senhores, não devemos sair de nossa rota agora, pois seria uma manobra um tanto bisonha e improdutiva para nossos objetivos.

– Mas então o que vamos fazer? – perguntou Maggie

– A nave alienígena ainda está há uma longa distância no futuro, se mudarmos nossa direção, a deles também poderá mudar e fazer com que nossas tentativas não surtam efeito algum. Recomendo prosseguirmos com os sensores ligados na direção dos alienígenas permanentemente. É provável que quando cheguemos mais perto deles, os sensores nos indiquem os específicos movimentos que devemos fazer, não deixando tempo hábil para que a nave alienígena também se movimente como conseqüência de nossa própria movimentação. Creio que os sensores captarão alguma forma de energia do torvelinho, nos indicando para onde devemos nos mover, a fim de afastarmos o perigo de uma colisão física. Enfim, precisamos desviar apenas o necessário, sem sairmos de nossa rota, para não corrermos o risco de ficar vagando no espaço sem direção. Caso contrário, poderíamos ir de encontro a nós mesmos e acabar numa encruzilhada tão obscura que impossibilitaria uma mudança de conduta.

Alguns silenciosos minutos se passaram, todos pensavam na idéia de Horácio mas hesitavam em tomar uma decisão. Até que Mauro sentou-se na poltrona de frente para a tela e mostrou toda a força especulativa de sua mente privilegiada. Falou num tom explicativo, como quem expunha uma teoria ainda incerta:

… continua aqui

 

Aline



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