Abacaetano e Maracugil

De novo chupinhando informações alheias

Aline

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Inspirada pela criação do designer Marc Valega, os Beatle Juice, caixinhas de suco com nomes dos integrantes dos Beatles (clique aqui para conhecer) , a empresa de design Bistrô resolveu criar uma versão brasileira da ideia, usando como inspiração os Doces Bárbaros.

O resultado foi Os Sucos Bárbaros, uma linha que apresenta sabores inspirados no quarteto de MPB dos anos 70: Gilberto Gil vira MaracuGil; Gal Costa, GalRaná; Caetano Veloso se transforma em AbaCaetano, e Maria Betânia ficou como BeTâmara.

Apesar de ser tudo uma grande brincadeira, a agência garante que todos os sucos são receitas especiais da Dona Canô. Se você gostou das caixinhas, pode entrar no site da Bistrô e imprimir cada uma delas e montar você mesmo.

O diretor de criação Gabriel Besnos e a coordenadora de projetos Fernanda Aldabe são responsáveis pela criação desses sucos fictícios. Confira na nossa galeria imagens de cada um deles.

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Psicodelia Brasileira Recomenda: Clube da esquina nas minas da música

Hey caros,

O Sesc Pinheiros montou uma série de shows em homenagem ao Clube da Esquina. Quem tiver de bobeira e quiser conferir apresentações mais que especiais daqueles que já foram nossos entrevistados, segue:

CLUBE DA ESQUINA, NAS MINAS DA MÚSICA

SESC Pinheiros

Um panorama sobre um dos mais importantes momentos da música brasileira, sua história, sua repercussão, sua representatividade, estabelecendo um diálogo entre a produção musical da época e a produção atual. O projeto inclui oficinas, shows musicais e bate papos. De 19 de março a 19 de abril de 2009. 
      

Toninho Horta e Convidados
Dia(s) 28/03, 29/03 Sábado, 21h e Domingo, 18h. 
O compositor, cantor e instrumentista Toninho Horta apresenta seus grandes sucessos e relembra composições do Clube da E… 

Flávio Venturini com participação especial de André Mehmari
Dia(s) 04/04 Sábado, às 21h. 
Com repertório baseado no seu último disco “Canção Sem Fim” e nos sucessos do Clube da Esquina, o músico mineiro se apre…   

Lô Borges com participação especial de Milton Nascimento
Dia(s) 17/04, 18/04, 19/04 Sexta e sábado, às 21h.; Domingo, às 18h. 
Um encontro histórico de dois ícones do “Clube da Esquina”. Neste show, Lô Borges recebe Milton Nascimento e interpretam…

detalhes aqui

Aline


San Marcos Sierras

Essa matéria saiu no UOL há um tempinho, mas pra quem não viu, cá está, chupinhada do nosso querido portal.

Aline

O lado hippie da Argentina

EDUARDO VESSONI
Colaboração para o UOL Viagem, de Córdoba

As ruas são de terra e a iluminação pública não tem cartazes luminosos; os poucos carros que circulam são abastecidos a 30 km dali; a produção agrícola local é orgânica e o mel é uma das principais fontes de renda. Essas características parecem até ser a descrição idealizada de uma sociedade alternativa escondida em algum canto isolado do planeta. Mas esse paraíso natural existe e se chama San Marcos Sierras.
  • O rio San Marcos costuma ser o ponto de encontro de locais e visitantes nos finais de tarde, em San Marcos Sierras, Argentina
Localizado a 153 km de Córdoba, esse vilarejo, declarado a capital do mel da Província de Córdoba, ficou famoso nos anos 60 durante o período ‘paz e amor’ que circulava pelo mundo. Na Argentina, o movimento de contracultura que defendia o amor livre no lugar da guerra afastou jovens dos grandes centros consumistas do país e deu origem a diversas comunidades hippies que se instalaram na região como La Sajonia, dedicada ao artesanato, e Coconanda, onde os alimentos naturais eram produzidos sem agrotóxicos.

Atualmente, San Marcos tem 3.200 habitantes fixos e a maioria da população já foi ‘contaminada’ por algumas facilidades modernas. Mesmo assim, a fama continua e os novos hippies (ou hippie 2000, como também são conhecidos os jovens do século 21 que adotaram o estilo de vida alternativa de seus antepassados recentes) não param de desembarcar na Plaza del Cacique Tulián, misturando-se entre turistas argentinos e europeus que buscam sossego no Valle de Punilla, na bela região serrana de Córdoba.

Na vila, artesões fazem arte; do resto a natureza se encarrega. Declarado ‘Território Não Nuclear’ e de ‘Proteção à Natureza’, San Marcos convida o visitante para o turismo ecológico entre serras cortadas por rios e com fácil acesso por trilhas curtas.

Para se ter uma visão geral do que atraiu a geração flower Power a primeira parada deve ser o Cerro de la Cruz, um morro próximo ao povoado que conta com um mirante com vista panorâmica dos vales da região e da Quebrada do rio San Marcos. A paisagem que se vê do alto, em dias claros, compensa o esforço da subida íngreme e serve como cardápio natural para escolher as próximas atrações. E não são poucas.

Nos finais de tarde, locais e visitantes vão preenchendo as margens do rio San Marcos, formando uma espécie de praia local de água doce. Os mais preguiçosos lançam toalhas sobre a grama e esperam o espetáculo do pôr-do-sol sobre a passarela que une o centro aos bairros mais afastados. Mate quente e criollos (uma espécie de pão folhado) ajudam a passar o tempo.

  • Um dos espetáculos naturais mais belos do vilarejo é assistir ao pôr-do-sol sobre a passarela que une o centro de San Marcos Sierras e os bairros mais afastados
Quem tem fome de aventura segue o caminho quebrada adentro seguindo o curso contrário do rio. As trilhas são bem sinalizadas e dão acesso a atrativos locais como os diques El Cajón e Arturo Illia; a Agua Mineral Grande, fonte de águas hipotermais que formam um arroio; e os Ojos al Cielo, pedras que serviram de espelhos para observação astronômica utilizadas pelos comechingones, aborígenes que habitaram aquelas serras até a fundação de Córdoba, em 1573.

Mas a atração mais inesperada é recente, inaugurada há apenas oito anos, e fica em uma casa com teto em formato de cogumelo escondida a 1,5 km e meio do centro do povoado. Assim é o Museu do Hippie, único do gênero no mundo.

continua aqui

Psicodelia Brasileira Recomenda: Psicodelia Tupiniquim

O Radar Cultura, programa da Rádio Cultura, montou uma edição especial sobre a psicodelia brasileira com músicas, infos e entrevistas.

Este querido blog, mencionado no programa, não poderia ficar de fora, então, simbora ouvir, pessoas!

Segunda-feira, ao vivo, à partir das 15h. Quem não tiver disponível, entra lá depois que a seleção ficará no ar durante um tempinho.

Então, clica aqui!

Aline


Solar da Fossa

Recebi na segunda-feira 16 um release da Editora Record que me deixou animadíssima: o lançamento do livro “Solar da Fossa”, de Toninho Vaz, que retrata os bastidores da pensão que abrigou nos anos 60/70 os grandes personagens da contracultura no Rio de Janeiro.

Fiquei sabendo desse livro direto da boca de Zé Rodrix e Tavito, que moraram naquela pensão nos loucos e longíquos 70´s. Na entrevista que eu e a Aline fizemos com eles para o TCC, em 2007, os dois contaram para a gente histórias absurdas da turma de desbundados que vivia ali. Eles comentaram, sem maiores detalhes, sobre o livro que estava sendo escrito. Quase dois anos depois, eis que recebo o release da Editora Record:

“Histórias e canções de um templo da contracultura
Livro de Toninho Vaz lembra o lendário Solar da Fossa, que durante os anos 60 abrigou artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola

Entre 1964 em 1971, a pensão Santa Terezinha, instalada em um casarão colonial em Botafogo, tornou-se um dos mais importantes pontos de encontro da contracultura carioca. Apelidada de Solar da Fossa, era habitada por aspirantes a poeta, atrizes, cantores e jornalistas, até ser demolida para dar lugar a um shopping. Caetano Veloso, Gal Costa, Paulinho da Viola, Maria Gladys, Mauro Mendonça e Paulo Coelho foram alguns dos que passaram por lá, onde criaram canções e poesias e deixaram lembranças. Neste livro, o jornalista Toninho Vaz, autor de Paulo Leminski: o bandido que sabia latim, reconstitui a vida artística e criativa que ocupou esse folclórico lugar. SOLAR DA FOSSA acaba de chegar às livrarias pela Editora Record”

Fiquei empolgadíssima. Não comentei nada nos blogs porque queria tentar uma entrevista. E tentei: enviei dois emails às assessoras, sem nenhum retorno.

Eis que hoje abro o Caderno 2, do Estadão, e me deparo com a notícia de que o Toninho está processando a Record. Segundo ele, a editora lançou seu livro à revelia. Ele entrou na segunda-feira 16 com uma liminar para impedir que a obra seja comercializada. A Justiça aceitou.
Toninho Vaz alega que a Record lançou, na verdade, uma versão inacabada e “tosca” do livro. Os originais foram entregues à editora no início de 2007 – o plano do escritor era que o livro fosse lançado em 2008, na comemoração de 40 anos de 1968, o que não aconteceu. Toninho, então, pediu que o material fosse devolvido. E foi. O autor acrescentou mais 20 páginas aos originais, e incluiu também uma introdução de Ruy Castro. Planejava lançar a obra por outra editora – planejava, porque soube por um amigo que seu livro (ou melhor, os originais inacabados) chegaria às lojas nessa semana.

“Eu, Toninho Vaz, não reconheço o livro que por ventura estiver nos próximos dias nas prateleiras das livrarias”, escreveu o autor em seu blog.

Segundo o Estadão, a Editora Record afirmou, por meio de nota, que pagou pelos originais, da maneira como estava previsto o contrato. “Confiamos estar levando ao leitor uma obra importante que retrata um período marcante da indústria cultural do Rio de Janeiro e do País”, diz o texto.

Haverá uma audiência em 20 de maio. A Record terá que pagar multa de R$ 20 mil ao autor se o livro continuar à venda – e, pelo jeito, vai precisar colocar a mão no bolso porque em uma rápida pesquisada na internet é possível encontrar “Solar da Fossa” à venda.

Para saber mais sobre o Solar da Fossa:

Relato da Gal Costa e entrevista com Toninho Vaz.

Tati
(Foto de Fernando Angulo/SP)