Abacaetano e Maracugil

De novo chupinhando informações alheias

Aline

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Inspirada pela criação do designer Marc Valega, os Beatle Juice, caixinhas de suco com nomes dos integrantes dos Beatles (clique aqui para conhecer) , a empresa de design Bistrô resolveu criar uma versão brasileira da ideia, usando como inspiração os Doces Bárbaros.

O resultado foi Os Sucos Bárbaros, uma linha que apresenta sabores inspirados no quarteto de MPB dos anos 70: Gilberto Gil vira MaracuGil; Gal Costa, GalRaná; Caetano Veloso se transforma em AbaCaetano, e Maria Betânia ficou como BeTâmara.

Apesar de ser tudo uma grande brincadeira, a agência garante que todos os sucos são receitas especiais da Dona Canô. Se você gostou das caixinhas, pode entrar no site da Bistrô e imprimir cada uma delas e montar você mesmo.

O diretor de criação Gabriel Besnos e a coordenadora de projetos Fernanda Aldabe são responsáveis pela criação desses sucos fictícios. Confira na nossa galeria imagens de cada um deles.

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“Let the sunshine in”

O site da Cásper fez um especial sobre os 40 anos do musical Hair, símbolo hippie. Tá bem bacana. Há uma entrevista com Renata Pallottini, responsável pela versão brasileira do texto, resenhas e até traduções de algumas músicas.

O que conta Renata, sobre a montagem da peça que estreou no Brasil em 1969:
“Trabalhamos na preparação durante o ano inteiro. Os ensaios iniciais aconteceram no prédio da Gazeta, que não estava totalmente utilizado e tinha muito espaço vazio. Ficávamos em uma sala do segundo andar, que era muito fria e piorava durante o inverno, quando aconteceu a maior parte dos ensaios. Mesmo assim, a maior dificuldade – além do fato de ser uma peça de protesto, que pregava a indisciplina, a rebelião, o pacifismo – era a famosa cena do nu, em que no final do segundo ato vinte atores traziam uma bandeira branca ao centro do palco e, quando saiam debaixo dela, cantando Deixe o Sol Entrar, estavam completamente nus: Sônia Braga, Altair Lima, Armando Bogus, Rosa Maria, Ariclê Perez, entre vários outros.

Primeiro a censura examinou o texto em Brasília e, como toda a ação se passava nos Estados Unidos, não implicou com a peça. Depois do texto liberado, três censores acompanharam o ensaio geral e também a estréia, porque eles sabiam muito bem que podíamos fazer um texto bonzinho virar, na hora do espetáculo, uma autêntica revolução.

E de fato quando eles viram a cena do nu total disseram que não iria passar. O Altair Lima conversou com eles e fez um acordo: na hora do nu total a luz estaria bem na penumbra, quase não daria para ver os atores, só os vultos, as silhuetas. A cena era mais chocante por causa dos rapazes, porque nesse caso a novidade era maior – diferentemente do que acontecia com as mulheres, que desde os tempos do teatro de revista já ficavam com pouca roupa. No caso dos homens era espantoso.

O truque foi que, no decurso das apresentações, cada dia o Altair subia um pouquinho a luz, mas quando sabia que tinha censor na platéia, deixava tudo escuro. Quando não havia censor, aumentava de novo até o ponto que chegou à luz total. Essa cena era o momento de maior entusiasmo, todos ficavam loucos, o público queria subir no palco”.

Mais sobre a peça:

Quando o título provoca, é porque vale a pena olhar: Hair – The American Tribal Love-Rock Musical, peça escrita por Gerome Ragni e James Rado, é provavelmente a única obra de dramaturgia que consegue unir momentos tão lisérgicos quanto os vivenciados pela tribo de hippies Claude, Berger, Woof, Jeannie, Hud, Sheila e seus outros amigos. Músicas que posteriormente tornaram-se clássicas, como Manchester England, Let the Sunshine In e Aquarius, seqüências alucinadas e provocativas de referências à cultura hippie dos anos 1960 – “Vietnam, Johnson, High Scool, Sex, Cigarettes, LSD, Subways, Napalm, Pop Art, Pop Off” – e momentos que unem uma diversão irrestrita com libelos pacifistas e propostas para um mundo flower power fazem com que Hair permaneça até hoje como um ponto de referência e protesto contra um mundo careta e padronizado.

A peça é estruturada em pequenos fragmentos, sem uma linearidade aparente, no melhor estilo da livre consciência e da anarquia dos costumes tradicionais – desprezando, assim, uma construção mais conservadora das frases, ao adotar uma postura despretensiosa tanto nas músicas quanto nos diálogos (um dos muitos exemplos é uma conversa entre Berger e Claude: B: “Do you think homosexuality is here do stay, love?” C: “Yes, dear, until something better comes along”).

Entretanto, nenhum dos fragmentos da peça fica sem sentido dentro do conjunto (e principalmente do ideal) imaginado pelos autores, assim como nenhuma das músicas existe pelo simples motivo de chocar – Sodomy, por exemplo, configura-se não apenas como uma provocação, e sim como uma subversão da linguagem; quando a música aparece, Woof estava jurando após ingerir uma hóstia imaginária – “I swear to tell you the truth, the whole truth, and nothing but the truth so help me God, in the name of the Father”. Se na linguagem dita “oficial” não se pode unir em um mesmo momento elementos tão diferentes como sexo e oração – já que são categorias separadas por tabus sociais e morais –, Hair mostra uma subversão lingüística ao criar esse discurso naturalmente paradoxal que permite essas brincadeiras. Todo o discurso de Hair é baseado nessa lógica do inconformismo e do lúdico, seguindo uma única regra: não ter regras nem pressupostos que possam prejudicar a livre expressão das idéias.

Nesse sentido de funcionar como discurso, Hair assim se anuncia desde o início: “The Kids are a tribe. At the same time, for the purpose of Hair, they know they are on a stage in a theater, performing for an audience, demonstrating their way of life, in order to persuade those who watch of their intentions”. Mais do que apenas uma seqüência de cenas que mostram como era vida de uma geração inspirada por uma visão mais inovadora do mundo, a intenção da peça é expandir esse ideal para outras pessoas, conquistar adeptos para uma visão libertária da sociedade – peace-full, love-full world.

As inúmeras referências à cultura pop e ao cenário cultural dos anos 1960 são tão presentes que os fãs do musical não se cansam de procurá-las e tentar adivinhar seus significados – “One for Billy Graham, one for Prince Philip, and one for Joe Louis. One for Cardinal Spellman, one for Rabbi Schultz…”/ “Batmans, Castros, Hollywood, Burton-Taylor”; quando a Tribo canta Happy birthday, Abie baby, referindo-se à Abraham Lincoln; e as citações a Timothy Leary (professor de psicologia que experimentava alucinógenos com seus alunos e mais tarde tornou-se o guru do LSD) e LBJ – mais conhecido como Lyndon Baines Johnson, presidente que havia levado os EUA a um envolvimento mais pesado na Guerra do Vietnã. Gerome Ragni e James Rado também citam o intelectual Marshall McLuhan e suas teorias sobre a aldeia global, considerando que o movimento hippie é a personificação desse ideal universalizante, no qual todos estão unidos em busca de um único propósito: a procura por uma nova visão de mundo, que seja capaz de encontrar alternativas para uma sociedade controlada e padronizada. A famosa cena de nu da peça, por exemplo, na qual o elenco se apresentava inteiramente sem roupa, não tinha apenas a intenção de chocar – tinha também o propósito de simbolizar um novo início. Despido como uma criança, na metáfora de um recomeço, o ser humano poderia se desfazer de todas as tradições, na tentativa de recriar o mundo.

O uso de drogas é outro tema muito presente na peça, encarado como algo natural, que visa conduzir a um nível espiritual superior. No início do texto – em consonância com a visão da época, que acreditava que o experimentalismo com alucinógenos era capaz de criar um estado de transcendência – os autores dizem que o uso de drogas mostrado na peça e presente na cultura hippie tem paralelos nas culturas antigas, constituindo um meio para atingir um estado mais elevado de compreensão do mundo. “… flowers, candles, saris, sandals, psychedelic design, all combine to illustrate the emergence of a new-acient culture among the youth”. Ou seja, esse movimento surgiria de uma união da cultura ancestral indígena com elementos espirituais, religiosos, culturais – o novo e o velho criando um outro mundo. Que começou, quem sabe, “when the moon is in the seventh house/and Jupiter aligns with Mars/ Then peace will guide the planets/And love will steer the stars/ This is the dawning of the age of Aquarius”.

Para simbolizar o establishment – a ordem estabelecida com todos seus alicerces e implicações políticas e culturais – que domina a sociedade e todos os parâmetros comportamentais, a peça tem dois personagens alegóricos: Mom and Dad, que fazem o papel não só dos pais, como de diversas outras figuras paradigmáticas do conservadorismo e do poder estabelecido. Assim, Mom and Dad podem se converter em oficiais de polícia ou em diretores de estabelecimentos escolares. “Dad: Governor Reagan says turn the schools into concentration camps”. [Reagan era então governador da Califórnia] Berger: “Brainwash the masses!”. A relação de Mom and Dad com os hippies é o principal mecanismo pelo qual há o choque direto entre gerações que possuem visões tão diferentes do mundo e das tradições e códigos sociais. Muitas vezes essas relações se dão por incompreensão, mas a maioria delas traz consigo métodos mais pesados, que mostram com clareza o hiato entre o universo da Tribo de Claude e Berger e a sociedade estabelecida – esta última repetindo frases e clichês típicos dos padrões que foram a eles impostos. Um diálogo que exemplifica essa situação acontece entre Claude e Mom: ao perceber que seu discurso moralista é incapaz de convencer Claude a adotar seus padrões, Mom apela para a chantagem emocional: “Your father and I love you”. O que, para Claude, traduz-se em algo como: “faça o que queremos, porque nós te amamos. Isso deveria ser suficiente para garantir sua obediência”. Essa distância entre os mais velhos e os mais jovens nunca chega a um equilíbrio – como lutar com o poder do flower power se seus pais dizem que o que lhes dará orgulho é seu alistamento no exército para lutar no Vietnã? “Mom: The Army’ll make a man of you…” Aliás, a conversa entre Mom e Claude dá o tom para a ótima música I Got Life, introduzida pelo que segue: “Claude: This is 1968, dearie, not 1948”. Mom: “1968! What have you got, 1968, may I ask? What have you got, that makes you so damn superior and gives me such a headache?”

Outros elementos básicos da cultura hippie – como a aversão à sociedade capitalista e seus ideais de consumo – são expressos em vários momentos da peça, como quando Berger pede dinheiro a uma mulher que passava na rua: “Hey lady, can you spare a handout, something for a poor Young psychodelic teddy bear like me?”. A frase final da sentença de Berger, além de cômica, é uma óbvia alusão à visão do dinheiro como um meio para a sobrevivência, e não como algo a ser acumulado: “To keep my chromosomes dancing”. Além disso, o protesto contra a Guerra do Vietnã é muito forte na peça, e seu caráter pacifista está presente em quase todas as músicas e diálogos – que felicidade podemos ter, qual alegria pode existir em um mundo imerso em guerras e conflitos? “Riped open by metal explosion/Caught in barbed wire/Fireball/Bullet Shock”.

Tendo estreado na Brodway em 1968, a peça rapidamente ganhou versões em outras cidades norte-americanas e mesmo em outros países, como Alemanha, Japão e Austrália. No Brasil, a peça estreou em outubro de 1969, com direção de Ademar Guerra e versão de Renata Palottini, e ganhou novas conotações e significados em um país no qual, graças ao então recém-editado AI-5, vivia uma guerra interna.

Entre os que viram alguma versão da montagem teatral original costuma haver um certo desconforto em relação à versão cinematográfica, o que é compreensível, posto que alterações muito significativas foram feitas. O filme do diretor Milos Forman, feito em 1979, é muito diferente do texto original, e essa característica precisa ser entendida considerando que a estrutura da peça, por ser fragmentada, ao invés de apresentar uma narrativa linear, contribui para que cada adaptação modifique e reorganize a história da maneira que considerar mais adequada. Para dar uma ordem cronológica aos inúmeros fragmentos, músicas e diálogos, o roteirista Michael Weller resolveu focar a história em um romance entre Claude e Sheila – o que não faz sentido dentro da lógica de amor livre pregada pelos hippies da Tribo, mas funciona como recurso cinematográfico. No filme, Claude é o personagem principal, agora apresentado como um caipira de Oklahoma que vai a Nova York passar dois dias antes de se apresentar ao Exército. Na peça, Claude e Berger – representados na Broadway por Rado e Ragni, respectivamente – lideram a tribo e tem o mesmo peso dramático. Claude não é, como no filme, um interiorano que só chega a se integrar ao grupo depois de muitas resistências.

O final também é totalmente diferente nas duas versões – no último ato da peça, Claude corta seu cabelo, entrega-o a Berger e, após ser chamado insistentemente por Dad para se juntar ao Exército, entra na fila e segue em frente: parte para o Vietnã. Já no filme, Berger, ao tentar ajudar Claude a sair do quartel para ver os amigos, acaba embarcando em seu lugar; um dos momentos finais, embalado por Let the Sunshine In, mostra a Tribo reunida diante da lápide de Berger.

Falar sobre Hair é, inevitavelmente, se envolver em uma atmosfera de liberdade – não só pelo caráter contestador e revolucionário da peça, como pela deliciosa ousadia de criar uma obra que consegue, apesar de seu caráter utópico, fazer com que cada leitor e cada espectador realmente acredite em um mundo no qual as pessoas podem gritar “Walla Walla Goona Goona”, proclamar a alegria de poder dizer a todos “I got life mother/I got life sister/ I got freedom brother”, balançar os cabelos cantando “Give me a head with hair/Long beautiful hair/Shining gleamin streaming”.

Vai lá.


Tati.


Os ícones da moda nos anos 70

Clipping preguiçoso.

Conheça os ícones da moda dos anos 70
Elis Martini
Especial para o Terra

Quando se fala em anos 70, a maioria das pessoas pensa em batas, cabelos longos e calças bocas-de-sino. Porém, essa década foi muito mais rica. Seu início herdou a estética hippie dos anos 60 e presenciou o surgimento do glam rock e a ascensão do black power. Seu final viu o boom das discotecas e o estouro do punk e do new wave, que formariam as bases da década de oitenta. Confira agora quem ditou moda e comportamento nessa movimentada década.

1970-1976
O início da década de setenta foi uma continuação do pensamento e da estética hippie surgidos nos anos anteriores. As batas e os vestidos indianos, as calças boca-de-sino e todos os elementos que compunham o visual hippie se popularizaram cada vez mais, virando itens fashion. Apesar de grandes nomes desse movimento, como Janis Joplin e Jimi Hendrix, terem morrido justamente no ano de 1970, e Jim Morrison, em 1971, essas personalidades continuaram a inspirar jovens do mundo inteiro na maneira de se vestir e de se comportar. Outra grande influência foi banda de rock Led Zeppelin, que reinou soberana durante toda a década, misturando a estética hippie com o rock n’roll.

No Brasil, um dos grandes ícones da juventude foi Caetano Veloso, que, junto com seus companheiros do movimento tropicalista, mudou a maneira de se vestir e pensar de milhares de jovens brasileiros da época, mesmo sob o controle de uma forte ditadura militar.

O início dos anos 70 presenciou a explosão do movimento black power, que incitava os negros a aceitarem sua pele e seus cabelos do jeito que são naturalmente – daí surgiu o famoso penteado que leva o nome do movimento. Um dos ícones dessa mudança foi a ativista americana Angela Davis, que lutou pelo direito dos negros nos Estados Unidos, apesar de fortes perseguições. No Brasil, o penteado chegou através de Toni Tornado e de Tim Maia.

Foi uma febre tão grande que até quem não tinha o cabelo propício para fazer um ‘black power’ dava um jeito de encrespar. Assim, em meados da década de setenta, até Jô Soares, Marcos Paulo e os cantores Roberto e Erasmo Carlos desfilavam seus penteados black power.

Os anos 70 também presenciaram o surgimento do movimento glam rock. Em 1972, David Bowie lança o álbum Ziggy Stardust and The Spiders From Mars, que se tornou um marco do estilo. Nos seus shows, o cantor usava roupas brilhosas, cabelo vermelho e muita maquiagem, dando início a um movimento andrógeno que se espalharia pela Europa e pelos Estados Unidos. Outros grandes nomes do glam rock são Marc Bolan, líder da banda T-Rex, e o grupo New York Dolls.

(…)

Fonte: Terra

Tati


Maior coleção de discos está à venda!

Direto da gringolândia…

Dono de loja põe à venda suposta maior coleção de discos do mundo

Aficionado de Pittsburgh tem mais de três milhões de álbuns.
Acervo está à venda no eBay por um lance inicial de US$ 3 milhões.

Do G1, em São Paulo
Divulgação
O colecionador de discos Paul Mawhinney. (Foto: Divulgação)

O dono da loja Record-Rama, em Pittsburgh, colocou seu acervo de três milhões de discos – incluindo LPs de 78 rotações, EPs e compactos de 45 polegadas, além de 300 mil CDs – à venda no site eBay. O lance mínimo é de US$ 3 milhões. Esta seria supostamente a maior coleção de discos do mundo – seu valor é estimado em mais de US$ 50 milhões.

Segundo nota publicada no blog “Mental Floss”, Paul Mawhinney decidiu se desfazer dos discos devido a problemas de saúde. Sua vontade é que as peças permaneçam juntas, em um museu ou arquivo musical.

Para estimular possíveis compradores, Mawhinney criou um site sobre a coleção. Entre outras informações, diz a página virtual que todos os gêneros da música americana estão representados: rock, jazz, country, R&B, blues, new age, folk, e até músicas de natal e canções infantis.

A coleção foi adquirida pelo dono ao longo de 50 anos. O blog aconselha: são mais de seis milhões de músicas. “Ao preço inicial, cada faixa custa US$ 0,50 – mais barato do que no iTunes.”

Quem topar uma vaquinha… estamos aí! rs

Aline 


Newsssssssssss

Hey gente bege, tem novidade neste humilde blog.

Montamos uma pagininha (BAIXAKI) com links para download de música psicodélica, ok? Como faz tempo que baixamos e tals, pode acontecer do link que postamos estar inativo e etc e tals… caso isso ocorra, deixa um comentariozinho, avisando, vai?

Servimos bem pra servir sempre!

Aline


Trechos, pareceres e outras formas psicodélicas de escrever

Bueno, estamos na reta final final do final do finalzinho MESMO.  Cinco capítulos já foram revisados e entregues para a diagramação, feita pelo GRAAAAAAAAANDE Thiago – que tem quebrado um galho gigantesco, afinal, lidar com três meninas loucas sem a menor noção de gráfica, impressão, diagramação e afins não é fácil.

Estamos tentando marcar um dia com o calanca para poder fotografar direito as capas dos discos que vamos citar no livro.

Também já começamos a correr atrás de avaliadores pra banca. Até agora, pensamos em Carlos Calado e Fábio Massari… espero que aceitem…

Mas, o bom é que tá tudo liiiiiiiiiindo, como diria Caetano. E pra aproveitar os dizeres alheios, como enfatizaria Lanny Gordin: Mais um dia.

UFA!

Para instigar os que curtem nosso trabalho… aqui seguem alguns trechos dos capítulos prontos:

Introdução

Imagine uma sociedade cinzenta. Nessa sociedade, havia um oásis colorido. Pense em paz, amor, Woodstock, Monterey, guitarras de Hendrix, tons de Joplin, Greatful Dead, The Mamas & The Papas, Ravi Shankar, Steppenwolf, Beatles, Rolling Stones.  Adcione pitadas de excentricidade brasileira: batons vermelhos, roupas berrantes, cores. Flores. Muitas flores. Punhados de lisergia, cogumelos, peiote, LSD, maconha, jurema, ayhuasca. Cabelos compridos, barbas mal feitas, pensamentos indomáveis, repressão, Carlos Castañeda, ditadura, Thimoty Leary.  Jeans desbotados, bordados, roupas usadas, batas indianas, vestidos e saias compridas, tecidos naturais. Cheiro de Patchouli.

Misture com liberdade em grandes doses. Muita liberdade. Encha a mão, não tenha medo, porque esta, além de dar gosto, dita o caminho. Aproveite os tão renegados instrumentos elétricos e coloque junto alguns batuques e tambores afro, sanfonas, triângulos e tudo que lhe parecer interessante da cultura tupiniquim. Embarque na levada da Tropicália e siga sempre rumo à inovação. Contra o arroz e feijão, a macrobiótica. Plantações de inhames devem vir antes dos enlatados.

Não simplifique! Arranjos em quatro por quatro não são bons sinais. Ouse. Invente. Transgrida. Por que não um sete por três? O impossível não existe. Solos de guitarra, baixo, bateria, flauta, zabumba, cítara, que passem dos dez minutos levarão o público à loucura. O negócio não é ser pop, mas sim criar um novo jeito de tocar. Junte todas as tribos – hippies, cocotas, caretas, desbundados – este último em maior escala. Religiões orientais podem dar um tempero extra. Transcenda-se.

Pense nisso tudo concentrado, feito em acetato e tomando forma de vinil. Deixe maturando por pelo menos trinta anos, até uma nova geração resgatar o bololô e exigir explicações para tentar entender o que saiu dali. As boas histórias são o que valem e as lembranças dessa época brilhante e colorida ficarão gravadas para sempre. Agora em forma de livro.

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Módulo 1000

Em um show em Brasília, em 1972, tudo corria como de costume. Os garotos subiram no palco, tocaram, foram bem recebidos, até começarem os primeiros acordes de “Turpe est…”. Imediatamente subiram quatro homens vestidos com ternos pretos, óculos escuros, e começaram a desligar os cabos dos instrumentos no meio da apresentação. Levaram a banda para  a direção de um carro. Fizeram-nos entrar. “A única coisa que eu pensei nesse momento é que iria morrer. Adeus, mamãe; adeus, papai; adeus, maninha; adeus, Zepelim – meu rato de estimação”, brinca Romani. Ficaram todos dentro de uma salinha enquanto os homens da censura perguntavam qual era a mensagem subversiva contida naquela música. Em certo ponto perceberam que os meninos diziam a verdade e que, o único fato em questão, era o de que eles acabaram de pagar um grande mico. Liberaram o Módulo 1000. Hoje, uns lembram-se do causo enquanto outros juram que ele não aconteceu.

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Nordeste

A I Feira Experimental de Música do Nordeste, que aconteceu em onze de novembro de 1972, reuniu a “juventude prafrentex” de Recife. O “Woodstock cabra da peste” não deixou nada a dever para o original californiano: lendas dão conta que a platéia divertia-se tomando ácido dissolvido em baldes de Q-suco. Foi entre aquele “pôr e nascer do sol” que subiu ao palco uma recém-formada banda, ainda sem nome, composta por jovens músicos da periferia do Recife.

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Ronnie Von

Na mídia, o fracasso retumbou. À época do lançamento, apenas dois jornais – “malucos”, diria o cantor – deram aval positivo à pérola psicodélica. O Jornal do Brasil, no Rio, com a manchete “A que veio Ronnie Von” e o Estado de S. Paulo, com duas páginas sob o título “Ronnie, esse desconhecido”. O resto “descia o pau”.  “Eu me senti, assim, um ladrão da gravadora. ‘Pegou o dinheiro e jogou fora’. Eu era profundamente perseguido por muita gente, era uma coisa sistemática. Tinha um jornalista, não me lembro o nome, que escrevia vinte notícias: dezenove de futebol e uma era sempre ‘Ronnie Von é homossexual’, ‘Ronnie Von é ladrão’, ‘Ronnie Von é não sei o que’”, desabafa. E o fracasso refletiu na auto-estima já abalada do não mais “Pequeno Príncipe”.

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Serguei

Serguei chocava com sua posição andrógena anos antes de Ney Matogrosso surgir com os Secos e Molhados. “Hoje se fala muito em Marylin Manson. Eu já era Marylin Manson antes de Marylin Manson existir!”, compara, fazendo questão de lembrar que foi um dos primeiros a usar interlace (técnica de entrelaçamento de fios para fixar perucas) no país e que adotou de vez as flores como acessórios quando Rita Lee um dia as colocou em seus cabelos. “Fica tão bem em você”, disse na ocasião a vocalista dos Mutantes, grupo “altamente psicodélico”, segundo ele. “Rita Lee é a rainha do rock no Brasil. Pode gravar até disco music, não tem problema, coração. Ela tem um toque de Midas do rock’n’roll, onde bota o dedo vira rock”, derrete-se.

***

Som Imaginário 

Nessa época, Zé Rodrix e Tavito moravam juntos, em uma espécie de comunidade com o guitarrista Marco Antônio Araújo. O trio constituía a “Família Matadouro”, devido à enorme quantidade de mocinhas arrebatadas por eles. Funcionavam como um relógio: os músicos dormiam das 6h às 10h da manhã, iam à praia, em Copacabana; voltavam da praia, normalmente com uma garota, e dormiam até as 18h. Acordavam, tomavam banho e iam para os shows, e depois seguiam para o Sachinhas, de onde só saíam às 6h da manhã. Em casa, só andavam nus. Para ter algum controle, penduravam avisos como “nesta cama é proibido trepar”. Às vezes, doidões, passavam o dia todo desenhando. E sempre esqueciam de pagar a conta de luz. Um dia, tomaram um ácido e a luz foi cortada; acenderam um lampião e ficou a família toda viajando ao som de The Band. Em outra ocasião, foram fazer turnê em BH por uma semana. Na volta, quando eles chegaram no hall do apartamento, deram de cara com uma desagradável surpresa. “Quando a gente olha, tinha vermes saindo pela porta. Uma trilha que ia até a geladeira. Tinha acabado a luz e na geladeira apodreceu bife, carne”, lembra Zé Rodrix.

Aline


Terence Mckeena

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Terence Mckeena era um pesquisador de drogas alucinógenas. Morreu com câncer no cérebro. Não o conhecia, e lendo essa entrevista no Fudeus, achei seus relatos sobre as profundezas da mente humana muito pertinentes.

Experiências psicodélicas não são para qualquer um. Como diz meu pai, o (Santo) Daime é para todos, mas nem todos são para o Daime. Nem Daime, nem cogumelo, nem LSD. Nesta nossa pesquisa, estamos lidando com pessoas incríveis, que tem muito a dizer sobre os temas abaixo citados. Que aproveitaram essas experiências para o “bem” ou para o “mal”. Entre os que se enquadram na segunda opção, estão os loucos, os paranóicos, os que, de alguma forma, não se enquadram na comunidade humana, como Mckeena cita.

Se, por um lado, a expansão da mente humana pode ser uma experiência mágica e incrível, também pode abrir a porta das trevas. Dá um pouco de medo. Nós estamos tendo contato próximo com muitas dessas pessoas – e não há como não se impressionar com alguns relatos. Bom, esperamos conseguir traduzir esse sentimento em nossos escritos.

Enquanto isso, corto-e-colo a entrevista do Fudeus:

Para que servem suas pesquisas com substâncias psicodélicas?
MCKENNA: É uma tragédia pensar que alguém pode ir para o caixão ignorante das possibilidades da vida. E faço analogia com o sexo. Poucas pessoas podem evitar, em suas vidas, uma experiência de natureza sexual, já que sexo é uma das informações de que a condição humana dispõe. Sexo é um grande prazer, sexo liberta. Detesto pensar que alguém pode morrer sem experimentar sexo! O mesmo acontece com a experiência psicodélica. Ela é parte legítima da condição humana. Ela disponibiliza uma infinidade de informações fundamentais que perdemos quando o homem passou a se distanciar da natureza.

“Food of the Gods” liga DMT à psilocibina. Qual a relação?
MCKENNA: A psilocibina (presente em alguns cogumelos e no LSD) e o DMT são quimicamente da mesma família. Meu livro é sobre a história das drogas; mostra o impacto cultural e o poder de desenhar a personalidade que elas possuem. As pessoas têm tentado, sem sucesso, responder como nossas mentes e consciências podem derivar do macaco. Já formularam todo o tipo de teoria sobre isso, mas para mim a chave que destranca este grande mistério é a presença de plantas psicoativas na dieta do homem primitivo.

PS: A um tempo atrás eu perguntei se o LSD tinha algo haver com os cogumelos e me disseram que não tinha nada a ver… então, oq me dizem?

O que o levou a concluir isto?
MCKENNA: A teoria ortodoxa da evolução nos diz que pequenas mudanças adaptativas de uma espécie acabam sendo geneticamente impressas em seu DNA. Os descendentes da espécie vão acumulando novas mudanças adaptativas, até que o conjunto de mudanças gere outra espécie. Pesquisas de laboratório mostram que a psilocibina, mesmo ingerida em quantidades muito pequenas, é capaz de imprimir mudanças em nós. Nos anos 60 Roland Fisher, do National Institute of Mental Health, deu psilocibina a voluntários, e então realizou testes oftalmológicos. Os resultados indicaram que a visão periférica aumenta quando havia psilocibina no organismo do voluntário.
Bem, o aumento da visão periférica seria de grande ajuda adaptativa para o hominídeo, pois caçavam com mais sucesso e se defendiam melhor, também!

Então aqui temos o fator químico: quando adicionado à dieta, psilocibina resultou num excelente “artefato” de sobrevivência.Quando os macacos desceram das árvores encontraram cogumelos no solo. Em pequenas quantidades aumentou sua capacidade visual periférica; em maiores quantidades, aumentou as atividades de seus sistemas nervosos centrais, que resulta em maior atividade sexual e, conseqüentemente, descendentes que carregam genes modificados pela psilocibina.

Como as informações disponíveis sobre a psilocibina sustentam sua teoria?
MCKENNA: Bem, este é o problema: a psilocibina foi descoberta em 1953, e não foi totalmente caracterizada até ser proibida, em 66. A janela de oportunidade que se abriu para estudá-la foi de apenas nove anos. Quem pesquisava a psilocibina nem sonhava que os estudos seriam proibidos pelo governo americano! Quando o LSD foi apresentado à comunidade psicoterapêutica, e uma grande esperança de estudos dos processos mentais e psicológicos se abriu, o governo suprimiu as pesquisas com drogas psicodélicas. A conseqüência disto é que a comunidade científica está capenga, pois não pôde cumprir sua missão de conhecer profundamente os mistérios da mente humana. A ignorância e o medo do governo atrapalharam o trabalho dos cientistas.

Você está dando uma enorme quantidade de poder a uma droga. O que você pode dizer sobre a psilocibina?

MCKENNA: Ainda não sabemos tudo o que a psilocibina e o DMT podem oferecer. É como quando Colombo avistou terra, e alguém disse, “Então você viu terra. Isso é importante?”, e Colombo disse, “Você não entende: este é o Novo Continente”. Então uns marinheiros, como eu, retornaram da viagem dizendo, “Não há bordas no planeta, ele é redondo. E mais: não há monstros marinhos, e sim vales, rios, cidades de ouro”. É duro de engolir, mas caso possam voltar a estudar a psilocibina, os cientistas poderão revolucionar a forma com que lidamos com o ser humano e com o universo. Nos últimos 500 anos a cultura ocidental suprimiu a idéia de inteligências desencarnadas, da presença real de espíritos. Mas trinta segundos de viagem com DMT acabam com a dúvida. Esta droga nos mostra que a cultura é um artefato, que você pode ser um psiquiatra em Nova York ou um xamã em Ioruba, mas que essas realidades são apenas convenções locais que organizam as pessoas em sociedade. A experiência com DMT é universal, pois mostra do mesmo modo, para qualquer pessoa de qualquer cultura, a legitimidade do universo espiritual.

Bem, mas a cultura nos dá alguma coisa para fazer, Terence.
MCKENNA: Sim, mas a maior parte das pessoas acha que cultura é o que é real. A psilocibina mostra que tudo o que você sabe está errado. O mundo não está sozinho, não é tridimensional, o tempo não é linear, não existem coincidências. Existe, sim, um nexo interdimensional.

Se tudo o que sei está errado, então o que está certo?
MCKENNA: Você precisa reconstruir. É, no mínimo, uma tremenda permissão para sua imaginação. Você não tem que seguir Sartre, Jesus, ninguém. Tudo se esvai, e só o que você pensa é, “Sou apenas eu, minha mente e a Mãe Natureza”. Esta droga mostra que o que existe do outro lado é uma impressionantemente real forma de vida auto-consistente, um mundo que permanece o mesmo toda vez que você o visita.

E o que está lá nos esperando? Quem?
MCKENNA: Você cai num espaço. De alguma forma, você pode dizer que é subterrâneo. Existe uma sensação de enclausuramento, mas ao mesmo tempo o espaço é amplo, aberto, caloroso, confortável de uma forma muito sensual, material. Há entidades totalmente formadas, não há dúvidas de que essas entidades estão lá. Enquanto isso você diz, “Batimentos cardíacos? Normais. Pulso? Normal.” Mas sua mente está dizendo, “Não, eu devo ter morrido, é muito radical, muito, muito radical. Não é a droga, drogas não fazem coisas assim”, e você continua vendo o que está vendo. A droga nos tenta revelar qual a verdadeira natureza do jogo. Que a dita realidade é uma ilusão teatral. Então você quer encontrar seu caminho até o diretor que produz a realidade, e discutir com ele o que acontecerá na próxima cena.

Você dedicou boa parte de sua vida no mapeamento do DMT e da psilocibina. Como você os interpretaria?
MCKENNA: Estas substâncias podem dissolver numa única viagem toda a sua programação mental até então. Elas te levam de volta à verdade do organismo – a que diz que idioma, condicionamento e comportamento são totalmente desenhados para mascarar. Uma vez dopado, você renasce para fora do envelope da cultura. Você chega literalmente nu neste novo lugar.

 Você acha que realmente existe algo como uma “bad trip”?
MCKENNA: Uma viagem que acaba te fazendo aprender mais rápido do que você quer é o que as pessoas chamam de bad trip. A maior parte das pessoas tenta dosar o aprendizado inerente às drogas, mas às vezes a droga libera mais informação do que você é capaz de aprender. Para piorar, a mensagem pode ser, “Você trata mal as pessoas!”, e ninguém quer escutar isso.

Como você pode defender as drogas com tanto entusiasmo quando elas estão associadas a tanto sofrimento e caos?
MCKENNA: Nós deveríamos falar da palavra êxtase. Em nosso mundo, comandado pela Madison Avenue, êxtase é aquilo que você sente quando compra uma Mercedes e pode bancá-la. Mas este não é o significado certo. Êxtase é uma emoção complexa que contém elementos de medo, triunfo, empatia e pavor. O que substituiu nosso pré-histórico conceito do êxtase é a palavra “conforto”, uma idéia tremendamente asséptica, letárgica. Drogas não são confortáveis, e qualquer um que pense que elas são uma forma de conforto ou escapismo não deveria tomá-las até que tenham coragem de lidar com as coisas como elas realmente são.

Que tipo de pessoas não deveria tomar drogas?
MCKENNA: Pessoas mentalmente instáveis, sob enorme pressão, ou operando equipamentos dos quais dependem as vidas de outros seres humanos. Ou pessoas frágeis, ingênuas, superprotegidas. Algumas pessoas foram tão estragadas pela vida que a dissolução de amarras não é boa para elas. Essas pessoas deveriam ser cuidadas com carinho, e não encorajadas a arrebatar limites. Se por fatores genéticos, culturais ou psicológicos as drogas não são para você, então não são para você. Não estou pedindo para que todas as pessoas tomem drogas, mas acredito que assim como uma mulher deve estar livre para controlar sua fertilidade, uma pessoa deveria estar livre para controlar sua própria mente.

Todos deveriam ser livres para tomar o que quisessem, e estar bem informados sobre o que cada opção envolve. Exatamente como acontece com educação sexual. Hoje a forma com que lidamos com informações sobre drogas é a mesma como fazíamos nos anos trinta com sexo. Você aprendia através de rumores! Então as pessoas acabam tendo idéias absurdas sobre as coisas.

Onde está sua esperança?
MCKENNA: Está na psicologia e nos jovens. Eles têm o que nunca tivemos: pessoas mais velhas que já tiveram experiências psicodélicas. O LSD tomou, e ainda toma, de assalto nossa sociedade. Dois estudantes de bioquímica podem fazer um pequeno laboratório móvel e produzir, num final de semana, de 5 a 10 milhões de doses de ácido para distribuir em papel pelo mundo. Esta facilidade e discrição criou uma pirâmide de atividade criminal de tanta potência que o governo reage como se um revólver estivesse apontado para sua cabeça. O que, no fundo, é verdade! A estratégia certa é subversão, atenção e discreto não-conformismo contra o tédio e a opressão do mundo.

Terence, meu amigo, existe alguma coisa que o deixa com medo?
MCKENNA: Loucura. As pessoas me perguntam, “Posso morrer tomando esta ou aquela droga?”. É a pergunta errada. Claro que sempre existe algum risco em qualquer coisa, mas o que é realmente perigoso é a sua sanidade, porque como a desconstrução da realidade é infinita, você pode se mudar para algum outro lugar. Tenho medo de não ser capaz de contextualizar essa desconstrução, me perder e não retornar à comunidade humana. Estamos tentando construir pontes, não navegar infinitamente.

Como você vê o futuro?
MCKENNA: Se a história seguir futuro adentro, será um futuro de escassez, preservação do privilégio, controle da população através do uso cada vez mais sofisticado de ideologia para acorrentar e iludir as pessoas. Estamos no limite exato. O que também potencialmente nos aguarda é uma dimensão de tanta liberdade e transcendência que, uma vez lá, viveremos de imaginação. Seremos rapidamente irreconhecíveis se comparados ao que somos hoje porque hoje somos definidos por nossas limitações: a lei da gravidade, a necessidade de comer, de ficarmos ricos. Temos o poder de nos expandir indefinidamente para o prazer, atenção, carinho e conexão. Só precisamos nos libertar e nos permitir.

Tati