O fracasso da Contracultura

Luiz Carlos Maciel
Publicado originalmente no jornal Pasquim de maio de 1971 e
extraído do livro Nova Consciência – Jornalismo contracultural 70-72
Rio de Janeiro, Livraria Eldorado, 1973


O grupo Rolling Stones no famoso concerto de Altamont, nos EUA.

Aviso aos navegantes: com o lançamento, nos Estados Unidos, do filme Gimme Shelter, de albert e David Maysles, sobre a célebre excursão dos Rolling Stones em 1969, a mais recente curtição de todo o mundo (e, certamente, já programada para chegar ao Brasil nos próximos meses) é o fim definitivo da chamada Era de Aquarius. O movimento não passou de uma desvairada fantasia coletiva e a Contracultura fracassou – proclamam os articulistas de todos os jornais. Os episódios sangrentos de Altamont, registrados no filme, são ao mesmo tempo – dizem eles – a prova e o símbolo mais forte desse final melancólico. Até os mitos engendram o seu contrário dialético – e o Altamont foi a antítese de Woodstock. A síntese, concluem os analistas, é o silêncio.

Não se deve menosprezar a importância do novo dado. Altamont aconteceu apenas quatro meses depois de Woodstock, no dia 6 de dezembro de 1969. Para comemorar uma bem sucedida excursão pelos Estados Unidos que lhes rendeu mais de um milhão de dólares, os Rolling Stones resolveram oferecer um concerto de graça aos fãs da Califórnia, onde é alta a percentagem de hippies e afins. Escolheram Altamont, que fica a quarenta milhas de San Francisco, contrataram alguns grupos famosos para os números de abertura (Santana, Grateful Dead, Jefferson Airplane, etc.) e deram aos Hell’s Angels, a assustadora gangue de motociclistas, um caminhão cheio de cerveja como pagamento por seus serviços como “guarda de segurança”. Compareceram cerca de trezentas mil pessoas – e o desastre foi total. O congestionamento de tráfego transformou a área num verdadeiro inferno. Além do ácido e da maconha, e ao contrário do que aconteceu em Woodstock, as bebidas alcoólicas e as bolinhas de anfetamina tiveram um amplo consumo. A violência estourava a cada momento, em discussões e brigas sangrentas. Chamados de “fascistas” pelo público, os angels espancavam quem pintasse na frente. Quatro pessoas morreram: um afogado e dois atropelados pelos automóveis irritados. O restante, um estudante negro chamado Meredith Hunter, foi esfaqueado por um Angel no momento que apontava um revólver na direção do palco, enquanto Mick Jagger cantava os versos escabrosos de “Sympathy for the Devil”.

Nos dias que se seguiram, Altamont foi muito noticiado pelos jornais. Mas não muito teorizado. A euforia criada por Woodstock era forte demais e 1970 foi, de acordo, um ano carregado de otimismo. Mas a água continuava a rolar sob a ponte e o próprio Woodstock teria de ser esquecido. Aquele sonho colorido não poderia durar para sempre e, na falta de novas felizes confirmações, Altamont foi ressucitada com seus sombrios significados, como um despertar cruel para a dura realidade. Os dois filmes tornaram-se imagens poderosas, símbolos vivos da grande contradição estabelecida pela Contracultura – e 1971 pinta como um ano de depressão, o ano de Gimme Shelter e do sangue derramado em Altamont. O atradso cronológico não tem muita importância diante da força maniqueísta da imagem. Woodstock foi o Bem; Altamont é o Mal, seu correlato essencial, seu companheiro inseparável. O atraso no lançamento de Gimme Shelter e na formulação das teorias sobre “o fim da Era de Aquarius” obedeceram, ao que parece, a um timing mais profundo, ainda a ser estudado. De certo modo, era preciso que outras desilusões se acumulassem no panorama da Contracultura internacional para que a imagem maligna de Altamont ganhasse, finalmente, o primeiro plano sepultando as esperanças de Woodstock. Respondendo aos pessimistas Richie Havens me disse aqui no Brasil que os festivais não são a Era de Aquarius, não passando mesmo de uma parte sem importância dela. É o signo de um desalento mais amplo.

Como, afinal de contas, tudo chegou a acontecr? Um pocket book, Altamont: Death of Innocence in the Woodstock Nation, editado por Jonathan Eisen, procura responder a essa pergunta com um punhado de artigos e depoimentos de pessoas que estiveram lá e viram tudo. A ênfase das acusações é dupla: sobre os próprios Rolling Stones, especialmente Mick Jagger, e sobre os caminhos percorridos pela Contracultura em seus escassos anos de vida. A Jagger, acusam de persistir numa ego trip irresponsável. A sua condição de estrela do rock cercada por uma aura de charme diabólio leva-o a reforçar essa imagem através de letras que são verdadeiras exortações à violência (“Sympathy for the Devil”, “Street Fighting Man”), outras ainda e a encenações satânicas como o cortejo de Hell’s Angels com que se apresentou em Altamont. Segundo os mais místicos, Jagger tem uma transa da pesada com entidades inferiores, um pacto com Lúcifer que deve ser pago com sangue. À Contracultura, acusam de ter sucumbido aos pecados mais graves que ela acusou no sistema: neurose, sadismo, violência e um egoísmo desesperado. Ao ser absorvida pelo consumo, servindo de assunto para jornais e televisões e enriquecendo promotores de festivais e as fábricas de discos – entre muitos exemplos – a Contracultura teria sido irremediavelmente inoculada com os venenos mais letais do sistema que ela negou. Segundo Eisen, a comunidade hippie ainda não existe porque, até aqui, não conseguiu criar novas instituições capazes de enfrentar o aparato repressivo que a cerca, asfixia e, finalmente, neurotiza. Contentou-se em ilusões róseas, mas de vida curta e a grande ilusão de Woodstock só poderia resultar na realidade decepcionante de Altamont. Para esses, a Contracultura já vendeu a sua alma ao diago: viu-se glorificada nos meios de comunicação de massa e, agora, deve entregá-la ao seu legítimo dono.

Aqui no Brasil, nós tivemos a oportunidade de ver como essa transa é feita, estamos tendo ainda. Em apenasum ano, as revistas começaram a badalar o underground, qualquer imbecil que aparece na televisão bota os dedinhos em “V”, os hippies viram uma moda superficial – e a repressão se encarrega do resto. Com essa assimilação pelo sistema, estão plantadas as sementes da neurose e da violência. Não tenhamos dúvidas que, dentro de alguns meses, as nuvens escuras de Altamont estarão sobre nós, da mesma maneira que – ainda há pouco – brilhou o sol limpo de Woodstock. A rebordosa já pinta no horizonte, nas formas já conhecidas de bad trips, ego trips, pirações generalizadas, angústia e covardia, fuga e irresponsabilidade, e outras que ainda teremos, certamente, de descobrir e aprender a tratar com elas. Se Mick Jagger tem uma transa com o Diabo, foi de certo modo porque nós também a quisemos e, junto com ele, teremos de pagar ao “Príncipe do Mundo’ opreço de nossa própria alma. E se quisermos, ao contrário, enganar o Diabo e conservar a esperança, temos que encarar a triste verdade de nossas próprias ego trips, para um saque além dos nossos deslumbramentos infantis. Woodstock já era; compete a nós, agora, enterrar também Altamont.

Tirado daqui.

Tati

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300 discos

Não li e não sei se gostei, mas a iniciativa parece bacana. Tirando, é claro, o preço de capa, quase criminoso.

LIVRO DE ARTE TRAZ UM PAINEL DA MÚSICA POPULAR

GRAVADA NO BRASIL ENTRE 1929 E 2007

UM PROJETO DE CHARLES GAVIN, PATROCÍNIO DA PETROBRAS

TEXTOS DE TÁRIK DE SOUZA, CARLOS CALADO, ARTHUR DAPIEVE E CHARLES GAVIN

CAPAS DE TODOS OS DISCOS – FOTOS INÉDITAS – DOIS CDS BÔNUS

Lançamento em 30 de outubro na Livraria Cultura da Avenida Paulista com

noite de autógrafos e debate sobre a preservação da memória da música brasileira

“Este livro coloca em discussão 300 discos importantes que mudaram e continuam mudando a música brasileira”, assim Charles Gavin define o projeto que criou com a finalidade de “resgatar e preservar a memória da música brasileira, uma necessidade urgente.”

Para realizá-lo, Gavin chamou três jornalistas especializados, Tárik de Souza, Carlos Calado e Arthur Dapieve, que se alternam nas resenhas dos discos, divididos em cinco capítulos por períodos: Gravações de 1929 a 1959 (31 títulos), Gravações de 1960 a 1969 (77 títulos), Gravações de 1970 a 1979 (104 discos), Gravações de 1980 a 1989 (47 discos) e Gravações de 1990 a 2007 (41 títulos).

“Após inúmeras reuniões,” diz Gavin, “conseguimos selecionar os 300 discos. Porém, ficou o gosto de quero mais – qualquer número é insuficiente para expressar a grandeza e a riqueza de nossa música. Por isso, propus que cada um de nós, produtor, escritores e os colaboradores Caetano Rodrigues, Valdir Siqueira e Zeca Louro, montasse a sua lista de 30 discos que por alguma razão não foram escolhidos”. As sete listas com esses 30 discos extras constam do livro.

[O lançamento acontecerá em São Paulo em 30 de outubro, quinta-feira, a partir das 19h, na Livraria Cultura (Av. Paulista, 2073 – Tel: 11.3170-4033), com as presenças de Charles Gavin, Tárik de Souza, Carlos Calado e Arthur Dapieve, que participarão de um debate sobre o tema do livro: a necessidade do resgate e da preservação da memória da música brasileira.


[ O livro estará à venda exclusivamente na Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br) com o preço de capa de R$ 230,00. Parte da renda da venda do livro será doada ao Instituto Sou da Paz.

300 Discos Importantes da Música Brasileira tem 434 páginas, no formato 31cm x 31cm, as medidas de um LP – “afinal, os autores pertencem à era do LP, do vinil, da bolacha”, diz Gavin. Fartamente ilustrado pela capas de todos os discos, o volume tem ainda fotos inéditas, índices por nome do artista e por título do disco. Além disso, como bônus, dois CDs encartados de álbuns históricos de Moreira da Silva (O Último Malandro, de 1959) e Elza Soares (Baterista Wilson das Neves, 1968).

300 Discos Importantes da Música Brasileira – Ficha técnica: Produção e organização: Charles Gavin / Textos: Tárik de Souza, Carlos Calado, Arthur Dapieve e Charles Gavin. Colaboradores: Caetano Rodrigues, Valdir Siqueira e Zeca Louro / Design Gráfico: Silvia Ribeiro / Assistente: Clarice Ubá / Restauração digital de capas e fotos: Cilene Rosso / Elaboração, administração e coordenação geral: Mariza Adnet / Fotos: Francisco Pereira e arquivo do Jornal do Brasil.

Tati


Tietagem

Emoção

Emoção


Sempre loki

A Aline me chamou no msn: “O Arnaldo vai estar lá hoje!”. Fui voando.

Chegamos cedo. Assim que pisamos no Cinesesc, o homem título do filme estava lá, feliz, com uma cara ótima. Recebia a todos os que o cumprimentavam com um abraço, sob o olhar atento da mulher e guardiã Lucinha. Fumava um cigarro atrás do outro e volta e meia encontrava um amigo-loki das antigas, com quem trocava palavras, afagos e sorrisos.

Queria sentar lá, trocar uma idéia, tirar foto, pedir autógrafo, sei lá. Mas deu vergonha. Quando passou a vergonha, era a hora da sessão. Mais groupies, impossível: éramos os primeiros da fila, hahahahaha. Tudo bem. Pegamos nossos lugarzinhos e embarcamos na viagem.

O documentário, como dito, é uma produção do Canal Brasil. Apesar de uma ou outra inovação e quadros diferenciados, tem um formato televisivo, simples e linear. A trajetória de Arnaldo Baptista é narrada de forma doce, com muitos fatos, depoimentos de figurões, imagens de arquivo (que, de fato, são maravilhosas), mas com – na minha opinião – um excesso de rasgação de seda, uma coisa meio exagerada e desnecessária. Ninguém precisa dizer e repetir que o Arnaldo é foda, que ele é gênio, que isso e aquilo. Os fatos falam por si.

Arnaldo Baptista é convidado pelo diretor a pintar um quadro (ofício a que ele se dedica desde o acidente) que represente sua vida. É tocante. Não vou contar os detalhes. Mas alguns trechos renderam muitas lágrimas. Arnaldo sente muito, mesmo. Até hoje. E isso é muito triste. A história dele rende uma mistura de tristeza, por tudo o que aconteceu, mas também de esperança, de redenção. Porque a mensagem que o filme passa é a de que hoje, depois de tudo o que passou, Arnaldo descobriu como ser feliz. A sua maneira particular de ser feliz – não igual aos outros, mas e daí? A mulher dele, a Lucinha, conseguiu tirá-lo daquela busca pelo sucesso, pela fama, pela tal normalidade, pela aceitação, e fez ele entrar em um mundo especial.

Pontos altos:

– As imagens de arquivo dos Mutantes. A Rita Lee loirinha, de franjinha. Os três fazendo graça. Demais.

– O quadro pintado por Arnaldo. Tocante.

– O depoimento de Antonio Peticov.

– O depoimento do Sérgio Dias. Ele pede desculpas ao irmão. Emocionante.

– O olhar emocionado de Dinho.

– O final da sessão. Os cinco minutos de aplauso. Ver o Arnaldo lá, inteiro, de pé, feliz, sorrindo. Mesmo depois de tudo.

– E, claro, abraço que demos nele e a merecida foto-tiete, que outro dia eu posto aqui.

Pontos baixos:

– A falta de sensibilidade. Porque o filme fala de uma barreira muito tênue: a loucura e a lucidez. Até que ponto é legal ser louco? Pode ser engraçado, mas pode ser muito triste. E há momentos no filme em que a loucura não tem a menor graça. Arnaldo, no auge de sua depressão, convidou Peticov para uma viagem de disco voador. No filme, quando Peticov narrou a história – muito sério – a platéia riu. E isso não é nada engraçado.

– Excesso de elogios. É claro que o filme tem um tom elogioso, e blablabla. Mas, né? Não precisa de Zélia Duncan repetindo mil vezes o quanto Arnaldo é foda, o quanto ele é a encarnação da “balada do louco”. Desnecessário.

A última chamada para ver o documentário no cinema é no domingo 26, às 17h, no Unibanco Arteplex (Shopping Frei Caneca, Rua Frei Caneca, 569 – 3ºpiso). Não deixe de ir!

Tati


Documentário sobre Arnaldo Baptista

Da Folha Online:

Festival aplaude biografia sobre Arnaldo Baptista

O filme mais aplaudido na disputa da Première Brasil no Festival do Rio 2008 não é uma ficção e não será lançado nos cinemas. O documentário “Loki -Arnaldo Baptista”, de Paulo Henrique Fontenelle, foi ovacionado pela platéia (de pé) durante cinco minutos, no sábado à noite, no Cine Odeon.

Primeiro longa-metragem produzido pelo Canal Brasil, o título estreará exclusivamente na grade da emissora. Exibições em salas serão restritas a outros festivais.

“Tenho minhas dúvidas se todo documentário tem que ir para o cinema. Acho que a gente tem que investir e apostar no caminho do documentário na TV”, afirma o produtor-executivo do filme e gerente de marketing e novos projetos do Canal Brasil, André Saddy.

Cinebiografia do músico Arnaldo Baptista, o longa revisita sua história, desde a criação dos Mutantes até a rotina atual, dedicada às artes plásticas, na casa em que vive, em Juiz de Fora, Minas Gerais.

No início do filme, Arnaldo Baptista cita os grandes capítulos de sua vida –“o acidente e quase morte, a paixão pela cantora Rita Lee, os Mutantes” etc.– e dá início à pintura de um quadro em que representará “as partes de sua identidade como uma evolução”.

No centro da tela, ele escreve “sinto muito”. É uma expressão de duplo significado, como explicou, no dia seguinte, à Folha: “Meu modo de ser é levado por essa frase, que envolve o fato de pedir desculpas e o fato de eu possuir uma sensibilidade acima de uma certa etapa”.

As relações de amor de Baptista –tanto com Rita Lee, cujo rompimento derivou no fim dos Mutantes, como com a atual mulher, Lúcia Barbosa– compõem o cerne do documentário, ao lado da trajetória da banda, recuperada em arquivos de foto e vídeo.

Sobre Rita Lee, que ele começou a namorar na adolescência, quando ela lhe “lembrava a Michelle, do The Mamas & The Papas”, Arnaldo diz: “Eu tinha um gosto que talvez não conseguisse expressar por ela. Foi a minha primeira mulher. [O universo feminino] era algo misterioso para mim”.

A respeito de Lúcia, fã que cuidou dele nos três meses de internação hospitalar, após sua tentativa de suicídio, em 1982, e a quem ele chama de “minha menina”, Baptista afirma: “A força de Lucinha ia entrando em mim e eu passei a ver a enorme diferença que existe entre o homem e a mulher”.

O diretor diz que tentou ouvir Rita Lee, que se recusou a falar, “mas foi solícita em liberar as imagens de arquivo”.


Sem barato

Tá, é um mês de atraso, mas vale o registro: o Som Barato. O blog funcionou por quase dois anos, dispinibilizando mais de 2 mil (!) discos para download. Tinha de tudo: blockbusters, raridades, sambas, psicodelias, rocks, xaxados, de novos e velhos, de grandes e pequenos. Sem mais nem menos, alegando pirataria, a justiça fechou o blog. Acabou com a farra. Farra no bom sentido: quase um milhão de pessoas usavam o blog para se informar sobre música e conhecer novos sons. Essas pessoas vão dixar de fazer donwloads? Não, vão usar o emule, soulseek ou qualquer outro blog. É idiotice pensar que fechar um blog acabará com a transferência ilegal de músicas, porque isso já faz parte da internet! Ou a justiça revê a legislação ou vai ficar assim, enxugando gelo, para sempre.

Não é preciso nem dizer que esse blog e o nosso livro só existem porque pesquisadores musicais – como o Fábio do BrNuggets – dedicaram tempo para achar bolachas raras e disponibilizá-las na net. Quantas pessoas, antes disso, ouviam Ave Sangria? Colocar esses sons na rede só democratizou o acesso a uma coisa bacana que estava restrita aos poucos sortudos que tinham as bolachas.

E se fechassem o nosso blog também, só porque damos os links dos downloads?
Todo o trabalho de pesquisa e jornalismo aqui seria perdido, por uma arbitrariedade idiota. O que consola é que os próprios músicos – a maioria dos bons, felizmente – já percebeu que lutar contra a internet não leva a lugar nenhum.

Para protestar contra o fechamento do blog, o pessoal do Som Barato criou esse blog aqui: www.sembarato.blogspot.com.

Leia aqui entrevista (antiga) com Nruno Rodrigues, idealizador do Som Barato, aqui.

UPDATE: Entrevista muitíssimo pertinente com Lawrence Lessig,
criador do Creative Commons, publicada hoje na Folha Online.

Tati